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120 projetos turísticos abrem até 2022

A previsão é que surjam mais 3500 quartos na capital nos próximos três a cinco anos

FOTO Nuno Botelho

Só em Lisboa são cerca de 40, a grande maioria de 4 e 5 estrelas, localizados no centro da cidade

Mais de 120 projetos turísticos deverão abrir portas em Portugal nos próximos três a cinco anos, sendo que em Lisboa serão 40 e no Porto 18, de acordo com números da consultora imobiliária Cushman&Wakefield (C&W). A rentabilidade da operação tem vindo a subir nos últimos três anos e desperta o interesse de investidores internacionais.

O estudo “Mercado hoteleiro em Portugal 2017”, apresentado esta semana pela C&W, vem dar resposta ao interesse crescente dos investidores imobiliários no mercado turístico nacional, onde encontram opções de investimento e taxas de retorno competitivas. Lisboa, Porto e a região do Algarve surgem como destinos apelativos para capital internacional que reconhece nos ativos hoteleiros destas localizações um potencial de valorização significativo.

A indústria hoteleira foi afetada pela crise, mas a retoma ocorreu a partir de 2014, com a rentabilidade da operação a registar crescimentos anuais sucessivos de dois dígitos nos proveitos totais. Segundo o estudo a Área Metropolitana de Lisboa é o maior destino turístico no país, em termos de visitantes, tendo recebido entre janeiro e setembro deste ano 4,7 milhões de hóspedes, mais 10% do que em período homólogo. A capital concentra mais de 60% das unidades e quartos desta região e os hotéis situam-se em especial no centro histórico, existindo um cluster significativo no Parque das Nações e mais recentemente na zona ribeirinha.

Os 40 projetos previstos para os próximos cinco anos vão acrescentar 3500 unidades de alojamento e a maioria está prevista para o centro da cidade e pertencem às categorias de quatro e cinco estrelas. Segundo o estudo e “tendo em conta as aberturas previstas para os próximos três anos, o crescimento médio anual da oferta pode estimar-se na ordem dos 3%. As dormidas na capital nos últimos três anos evoluíram a uma taxa média anual de 11%, mais do triplo que o ritmo previsto para a oferta”.

No norte do país, no Porto, a crescente atratividade da cidade para os turistas internacionais tem vindo a captar o investimento em novas unidades hoteleiras e são conhecidos 18 novos projetos com oferta que irá ultrapassar os 1200 quartos. Também aqui vão predominar as categorias de quatro e cinco estrelas.

Quanto ao futuro, as tendências traçadas neste estudo pela C&W apontam para uma qualificação do produto em Portugal, com um crescimento da oferta a concentrar-se em unidades de categoria superior. A consultora defende que se vai dar uma separação da propriedade e gestão e que a participação dos investidores imobiliários institucionais no mercado turístico aumentará. Destinos consolidados como Lisboa e Porto são atrativos para os investidores institucionais que a nível global começam a olhar para os ativos hoteleiros pelas taxas de rentabilidade e numa ótica de diversificação nas suas carteiras imobiliárias.

A atual pulverização de operadores no mercado será reduzida através do crescimento de marcas dominantes, com a compra de unidades existentes e crescimento orgânico. Vai haver também um aumento nos produtos alternativos de natureza (Açores e Serra Algarvia), surf (costa oeste, alentejana, vicentina e norte de Lisboa), com novos destinos de sol e praia (Troia e Costa Alentejana) e culturais (Évora, Coimbra, Aveiro, Guimarães e Braga).