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Bolsas. Ganhos globais em novembro, mas zona euro ficou na linha de água

Drew Angerer/GETTY

O índice mundial bolsista subiu 1,8% no mês que findou. Nova Iorque liderou ganhos com novos máximos históricos gerados pela promessa de ‘choque fiscal’ de Trump. Periféricos do euro, incluindo bolsa de Lisboa, tiveram perdas. América Latina e China no vermelho

Jorge Nascimento Rodrigues

O mês de novembro foi globalmente positivo no conjunto das bolsas mundiais. O índice MSCI para todas as bolsas registou um ganho de 1,78%, dando mais um empurrão na subida anual, que já regista um avanço de 19,8% desde início do ano.

Os ganhos mundiais nestes onze meses do ano são já 3,5 superiores ao registado em todo o ano anterior e aproximam-se dos mais de 20% de 2013, o melhor ano desde 2010.

A “região” com melhor desempenho em novembro foi a dos Estados Unidos. O índice MSCI para as bolsas de Nova Iorque subiu 2,8%, com o índice Dow Jones 30, das trinta maiores cotadas, a fixar novo máximo histórico na quinta-feira, subindo acima de 24.000 pontos. O S&P 500 e o Nasdaq registaram também máximos em novembro.

Efeito Trump em Nova Iorque

O movimento altista em novembro foi alimentado pela expetativa em torno da passagem, em breve, no Senado do ‘choque fiscal’ pretendido pela Administração Trump, que o organismo do Congresso de avaliação independente Joint Committee Taxation considera provocar um ‘buraco’ de 1 bilião de dólares (valor líquido do impacto) nos próximos dez anos, cerca de €840 mil milhões.

A indicação de Jerome Powell, tido como um continuador da estratégia gradualista em curso, para a chefia da Reserva Federal a partir de fevereiro e o seu desempenho na audição no Comité do Senado para a Banca, agradaram a Wall Street.

O regresso da agitação geopolítica em torno da Coreia do Norte não gerou, ainda, impacto bolsista negativo.

PSI 20 em Lisboa recuou 2%

O índice MSCI para as bolsas na zona euro ficou em novembro na linha de água e o relativo ao conjunto da União Europeia caiu 0,23% no mês que findou.

Os cinco periféricos do euro registaram perdas em novembro, com destaque para o Ibex 35 de Madrid que recuou 2,96%, o PSI 20 de Lisboa que perdeu 2% e o MIB de Milão que caiu 1,9%. Também os principais índices de Dublin e Atenas recuaram.

As economias emergentes, no conjunto, registaram um ganho bolsista modesto em novembro, de 0,15%, de acordo com o índice MSCI resprtivo.

A região da América Latina perdeu 3,2% - com destaque para as bolsas de Santiago, Buenos Aires e São Paulo - e a China registou o terceiro ‘abanão’ do ano, depois dos ocorridos ao longo de abril e maio (mais violento) e em agosto. Em novembro, o índice da bolsa de Xangai caiu 2,2% e o índice de Shenzhen recuou 5%.