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INE deve confirmar hoje crescimento de 2,5% do PIB no 3.º trimestre

O contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB aumentou, verificando-se uma aceleração do consumo privado e um abrandamento do Investimento

O Instituto Nacional de Estatística (INE) deverá confirmar hoje um crescimento económico de 2,5% no terceiro trimestre de 2017 face ao período homólogo, depois de ter crescido 3% no trimestre anterior.

Em 14 de novembro, o INE publicou a estimativa rápida do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre deste ano e hoje será divulgada a segunda, incorporando mais informação.

A desaceleração do PIB verificada no terceiro trimestre era já esperada pelos analistas, mas fica abaixo das previsões recolhidas pela agência Lusa, que apontavam para um crescimento entre os 2,6% e 2,9% em termos homólogos.

Comparativamente com o segundo trimestre, o PIB aumentou 0,5% em termos reais no terceiro trimestre, mais 0,2 pontos percentuais que no trimestre anterior.

Segundo o INE, o contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB aumentou, verificando-se uma aceleração do consumo privado e um abrandamento do Investimento.

O contributo da procura externa líquida, por sua vez, foi negativo, contrariamente ao registado no trimestre anterior, refletindo a desaceleração em volume das exportações de bens e serviços e a aceleração das importações de bens e serviços.

Já face ao trimestre anterior, o contributo da procura externa líquida para a variação em cadeia do PIB "passou de negativo a positivo, observando-se um aumento das exportações de bens e serviços superior ao das importações de bens e serviços", sinaliza.

O contributo da procura interna diminuiu ligeiramente no terceiro trimestre, face ao anterior, devido à redução do investimento, tendo o consumo privado aumentado (variação negativa no trimestre anterior).

Na proposta de Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), o Governo reviu em alta a estimativa do crescimento da economia de 1,8% para 2,6% este ano e de 1,9% para 2,2% no próximo.