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UP enaltece pioneirismo de Belmiro na ligação da indústria ao Ensino Superior

Belmiro de Azevedo ficou conhecido como o “Sr. 4% do PIB”

Rui Duarte Silva

Sebastião Feyo de Azevedo lembra papel visionário de Belmiro de Azevedo na cooperação entre empresas e a Universidade do Porto iniciada em 1971, numa altura em que a relação entre as universidades e a indústria era vista por muitos como uma excentricidade

Expresso

O Reitor da Universidade do Porto (UP) lamentou o desaparecimento de Belmiro de Azevedo, antigo aluno e Doutor Honoris Causa, até hoje ligado à instituição através da parceria da Sonae em atividades de I&D+i, designadamente no centro de inovação do UPTEC, o parque de ciência e tecnologia da UP.

Sebastião Feyo de Azevedo fez questão de lembrar o papel visionário de Belmiro de Azevedo na cooperação entre empresas e instituições do ensino superior em projetos de investigação, desenvolvimento e inovação, relevante para a afirmação da Sonae como um dos grandes grupos económicos do pais contemporâneo “e uma verdadeira escola de muitos dos melhores gestores portugueses”.

Em comunicado, o reitor da UP recorda a ação determinante de Belmiro de Azevedo na criação do CLIFE - Centro de Ligação da Indústria à Faculdade de Engenharia da UP (FEUP), um projeto pioneiro antes do 25 de Abril, desenvolvido de 1971 até 1974, “quando a relação universidades/empresas era menos que incipiente e por muitos vista como uma excentricidade”.

A proximidade do empresário prolongou-se até hoje, refere o reitor, “com vantagem para a nossa instituição, para o grupo Sonae e para a economia portuguesa”.

Sebastião Feyo de Azevedo destaca ainda a intervenção decisiva de Belmiro de Azevedo na Porto Business School, escola de negócios de que a UP é associada. As ações de mecenato através da Fundação Belmiro de Azevedo, no apoio de iniciativas de cariz educativo e cultural, são ainda enaltecidas no dia da sua morte.