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Mercado de capitais deve a Belmiro de Azevedo a visão de ter acreditado na Bolsa em 1987, diz presidente da CMVM

“Hoje o país perdeu um dos seus grandes impulsionadores, Belmiro de Azevedo - o “Senhor Sonae”, empresário que em 1987 acreditou na bolsa, realizando aí 7 ofertas públicas de venda simultâneas, relançando um mercado nessa altura quase incipiente", diz a presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM)

Em 1987, Belmiro de Azevedo "teve visão e estratégia" quando avançou com sete ofertas públicas de venda simultâneas na Bolsa de Lisboa, então a dar os primeiros passos nas privatizações das grandes empresas portuguesas, lembrou Gabriela Figueiredo Dias, presidente da CMVM. "O mercado de capitais português deve-lhe essa visão e essa estratégia, deve-lhe o facto de ter acreditado na função do mercado de capitais e ter colocado todas as suas grandes empresas em bolsa", sublinha.

"Foi assim em 1987, foi assim em 2000 (após a crise das tecnológicas), com a Sonaecom, e foi assim quando se manteve firme no mercado ao longo destes últimos anos. A CMVM reconhece o contributo relevante do Engº Belmiro de Azevedo para a dinamização da economia o respeito pelo mercado, pelos investidores e pelos seus trabalhadores. Sentiremos a sua falta. Hoje o mercado de capitais ficou mais pobre”, prossegue Gabriela Dias Figueiredo.