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BCP coloca €300 milhõesa 10 anos com uma taxa de 4,5%

A procura pela emissão de dívida do BCP triplicou o montante da oferta de obrigações subordinadas. Objectivo: reforçar o capital

O banco presidido por Nuno Amado colocou hoje junto de investidores internacionais €300 milhões de obrigações subordinadas "elegíveis para aprovação pelo BCE como fundos próprios de nível 2".

A emissão de dívida subordinada no montante de €300 milhões tem um prazo de 10 anos, com opção de reembolso antecipado por parte do banco ao fim de cinco anos. A taxa de juro a pagar é de 4,5% ao ano durante os primeiros 5 anos.

O banco comunicou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que "a operação foi colocada num conjunto muito diversificado de investidores institucionais europeus" e que "a procura consubstanciou cerca de 3 vezes o montante da emissão, e que a rapidez com que a operação foi executada, representam a confiança do mercado no Millennium bcp, no sucesso do seu processo de reestruturação e a sua capacidade para aceder a este importante segmento do mercado de capitais".

Esta emissão, sublinha o BCP " insere-se na estratégia do Millennium bcp de fortalecimento do seu rácio total de capital e da sua presença no mercado de capitais internacional".

Recorde-se que grandes fundos internacionais, como a BlackRock e a Pimco, anunciaram terça-feira que não iam participar na emissão de obrigações do BCP por causa do que tinha acontecido com a retransmissão de obrigações subordinadas do Novo Banco para o BES mau em 2015. Justificaram que as emissões de dívida pública ou privada de Portugal "são proibitivas" e consubstanciam "riscos de investimento", já que o Banco de Portugal, responsável pela retransmissão da dívida do Novo Banco para o BES mau "não resolveu a retransmissão ilegal e discriminatória" daquela dívida.