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Venda de seguros cai 3,9% em nove meses

A produção de seguro direto em Portugal registou um decréscimo influenciado pela queda de 9,7% verificada nos seguros do ramo Vida. Apenas os PPR cresceram

Nos primeiros nove meses do ano, a venda de seguros sob a supervisão da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) registou uma queda de 3,9%, face a igual período de 2016.

Para isso, contou com o decréscimo dos seguros de Vida que não foi compensada pelo crescimento dos seguros não Vida.

A produção dos ramos Vida ascendeu a 4,3 mil milhões de euros e a dos ramos não Vida a 3,07 mil milhões de euros.

O ramo Vida registou uma diminuição de 9,7% e o ramo Não Vida um acréscimo de 5,4%. Para este aumento contribuiu, de forma decisiva, a subida do número de seguros de acidentes de trabalho (11%). Também o ramo doença ganhou espaço com um crescimento de 9,8% no período em análise. O seguro automóvel manteve-se estável.

O relatório de evolução da atividade da ASF sublinha que durante este período os custos com sinistros caíram 30,9% em resultado da diminuição de 39,9% nos ramos Vida, embora os ramos Não Vida tenha registado um acréscimo dos custos de 2,7%.

Nos ramos Vida, só os Planos de Poupança Reforma (PPR) registaram um acréscimo no período em análise: 24% face a setembro de 2016, representando 34% da produção total.