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Várias gestoras de fundos de investimento fora da emissão de dívida do BCP

Numa posição escrita divulgada hoje, Attestor Capital, BlackRock, CQS, Pimco, River Birch Capital e York Capital dão conta da “não intenção de participação individual” na emissão de dívida do Banco Comercial Português (BCP)

Várias gestoras de fundos de investimento, designadamente a BlackRock e a Pimco, anunciaram hoje que não vão participar na emissão de dívida do BCP, afirmando que os riscos associados ao investimento em dívida pública ou privada portuguesa “são proibitivos”.

Numa posição escrita divulgada hoje, Attestor Capital, BlackRock, CQS, Pimco, River Birch Capital e York Capital dão conta da “não intenção de participação individual” na emissão de dívida do Banco Comercial Português (BCP).

“Não vamos participar nesta emissão. Cada um decidiu que os riscos associados em investir ativamente em dívida pública ou privada portuguesa são proibitivos, já que o Banco de Portugal ainda não resolveu a retransmissão ilegal e discriminatória das obrigações do Novo Banco para o Banco Espírito Santo em 2015”, afirma um porta-voz da Attestor Capital, BlackRock, CQS, PIMCO, River Birch Capital e York Capital.

“Esperamos retomar as nossas discussões com as autoridades portuguesas, de forma a resolver rapidamente a situação e restabelecer Portugal como um destino credível para o investimento estrangeiro”, acrescenta o porta-voz na nota, onde pode ler-se que, "embora o comentário seja subscrito por todos estes investidores, a decisão de não participação na emissão é individual de cada instituição".

No dia 23 de novembro, fonte oficial do BCP confirmou à Lusa que o banco estava a preparar uma emissão de dívida no valor de 300 milhões de euros para reforçar capital e já mandatou um grupo de bancos com esse objetivo.

A informação foi avançada pela agência de informação financeira Bloomberg, que noticiou que o banco BCP estava a montar uma operação para se financiar em 300 milhões de euros, para a qual contratou um sindicato bancário composto pelo próprio Millennium BCP, Goldman Sachs, USB e Société Général para conseguir investidores.

O sindicato bancário arrancava em 27 de novembro com um ‘road show’ (reuniões com investidores) para conseguir investidores para os títulos que servirão para reforçar o rácio de capital Tier 2.

Em maio, o BCP emitiu 1.000 milhões de euros em obrigações hipotecárias a cinco anos, no que representou o seu regresso a este mercado sete anos depois.

O BCP divulgou recentemente lucros de 133,3 milhões de euros entre janeiro e setembro, que comparam com prejuízos de 251,1 milhões de euros no mesmo período do ano passado.