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Oi já tem presidente, mas incerteza mantém-se e ações da Pharol caem

A incerteza em volta do plano de recuperação da Oi é grande e está a penalizar a Pharol. O acionista português voltou a arrancar o dia no “vermelho” e já perde mais de 4%. Eurico de Jesus Teles Neto é o novo presidente da operadora brasileira

A vida empresarial da Oi continua em tumulto. O presidente da operadora brasileira, Marco Schroeder, demitiu-se na sexta-feira, e a nomeação de um novo presidente, na segunda-feira, não atenuou o ambiente de incerteza, nem acalmou os investidores. As ações da Pharol, principal acionista da Oi, com 27 do capital, arrancaram esta terça-feira em terreno negativo, e às 09:00 estavam a desvalorizar 4,19%.

Na segunda-feira, as ações da Pharol estiveram bastante pressionadas, e recuaram 12,18%. Foi a maior descida desde junho de 2017. A empresa liderada por Luís Palha da Silva apresenta uma desvalorização acumulada de 84,5% desde o início do ano.

Eurico de Jesus Teles Neto, diretor jurídico da Oi, foi o homem escolhido pela administração da operadora brasileira para substituir Marco Schroeder. Irá “acumular interinamente as suas funções de diretor jurídico com as de presidente da companhia”, leu-se num comunicado da empresa.

Marco Schroeder demitiu-se na sexta-feira do cargo que ocupava na operadora de telecomunicações brasileira, atualmente em negociações com os credores no âmbito de um processo de recuperação. Marco Schroeder é um gestor que os portugueses conhecem bem, era ele quem liderava a Portugal Telecom quando esta foi vendida à Altice. Foi Schroeder quem entregou a empresa a Armando Pereira.

Marco Schroeder assumiu a presidência executiva da Oi em junho de 2016, dias antes de a empresa de telecomunicações ter apresentado um pedido de recuperação judicial devido à elevada dívida.

Nos últimos meses, Schroeder esteve a negociar com os credores da Oi e com o Governo brasileiro o plano de reestruturação da empresa. A sua demissão aconteceu a poucos dias da assembleia de credores, marcada para 7 de dezembro. Desconhecem-se ainda os motivos da Marco Schroeder.

Esta semana foi dado mais um passo na elaboração de propostas para a recuperação da Oi, com o conselho de administração da empresa a aprovar as alterações ao plano de recuperação da operadora e das suas subsidiárias, tendo em vista um consenso no processo de recuperação.

O plano prevê diminuir o montante da dívida da empresa, que ronda os 65,4 mil milhões de reais (17 mil milhões de euros), através de um aumento de capital e via conversão de dívida.A dívida consolidada ascende a cerca de 51,8 mil milhões de reais (13,5 mil milhões de euros).