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Futuro da Fed: 6 perguntas a que Powell deveria responder no Senado

Jerome Powel, indicado por Donald Trump, para próximo presidente do banco central norte-americano (Fed), terá de passar no ‘exame’ desta terça-feira no Comité do Senado. Há seis perguntas que atormentam os analistas

Jorge Nascimento Rodrigues

O candidato a chefiar o banco central norte-americano vai esta terça-feira, à tarde (hora de Portugal), a ‘exame’ no Comité do Senado para os Assuntos Bancários, onde terá de passar para, depois, ser votado pelos 100 senadores.

Apesar de Jerome Powell ir herdar em fevereiro uma situação económica nos Estados Unidos bem melhor do que Janet Yellen recebeu de Ben Bernanke no começo de 2014, há seis questões que atormentam os analistas de mercado, e que colocam no horizonte um risco de que o indicado por Trump para liderar a Reserva Federal possa vir a enfrentar quatro anos com surpresas.

  1. Como e com que ritmo vai subir as taxas de juro de referência da Fed face a um ‘mistério’ (sic) da atual retoma económica nos Estados Unidos em que sobretudo a inflação subjacente (inflação sem as componentes mais voláteis) se mantém persistentemente abaixo de 2% e as próprias expetativas de inflação a médio prazo estão abaixo dessa meta de 2%?
  2. Porque razão, mesmo depois de descontinuado o programa de compra de ativos, iniciada a subida das taxas de referência e a redução do balanço do enorme ativo da Fed, a inflação continua historicamente baixa e os juros da dívida pública não sobem para os níveis anteriores à crise?
  3. Caso o choque fiscal proposto pelo presidente Trump passe no Congresso, vai a Fed alterar a sua estratégia face ao risco de ‘sobreaquecimento’ dos mercados?
  4. Acha que a atual regulação do sector bancário adotada para evitar a repetição do colapso financeiro de 2008 deve manter-se ou deve ser alterada, e em que medida?
  5. Como pensa lidar com o sector bancário “sombra”, que abrange desde os poderosos fundos de alto risco às firmas de gestão de fortunas e vários outros segmentos do mercado que sem terem autorização para exercer atividades bancárias exercem funções similares?
  6. Há efetivamente uma ‘bolha’ em alguns segmentos do mercado financeiro, como indicam alguns indicadores, e poderá repetir-se a dinâmica anterior à crise? Está o banco central preparado para enfrentar uma tal situação, ou as ferramentas de que dispõe são insuficientes como alegou recentemente o ex-presidente da Fed Ben Bernanke?
  • O jurista e financeiro indicado por Trump para chefiar a partir de fevereiro o banco central dos EUA pretende que a Reserva Federal continue “independente e não partidária”, na declaração que lerá esta terça-feira à tarde perante a Comissão do Senado que vai apreciar a sua candidatura