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Exportações hortofrutícolas a caminho dos dois mil milhões em 2020

A Portugal Fresh, que congrega a produção de frutas e legumes, revela que em 2016, as exportações nacionais de produtos hortofrutícolas fixaram-se em 1.310 milhões de euros e, para este ano, está previsto que se ultrapassem os 1.500 milhões de euros

A associação Portugal Fresh discute hoje, em Lisboa, a estratégia de promoção para o aumento das exportações hortofrutícolas nacionais, de modo a superar dois mil milhões de euros em 2020.

“O terceiro congresso [da Portugal Fresh] visa perceber, da parte do setor, o que estamos dispostos a fazer durante os próximos anos, para tentar ajudar a aumentar as exportações, […] trazemos também alguns ‘players’ do mercado para ver a sua disponibilidade, [bem como] o Estado, já que também poderão haver medidas concretas para nos ajudar”, disse à Lusa o presidente da Portugal Fresh, Gonçalo Santos Andrade.

O presidente da associação para a promoção das frutas, legumes e flores de Portugal (Portugal Fresh) antecipa que será apresentado o programa para 2018 e 2019, que inclui 40 ações em 16 países, “que visam promover, divulgar, comunicar, a grande diferenciação e mais-valia dos produtos portugueses, para ajudar as empresas a continuar o crescimento das exportações”.

Em 2016, as exportações nacionais de produtos hortofrutícolas fixaram-se em 1.310 milhões de euros e, para 2017, a associação prevê que se ultrapassem os 1.500 milhões de euros.

“As empresas portuguesas começaram a ir mais à procura de outras geografias que conseguissem remunerar melhor a produção nacional. Por outro lado, houve muitos clientes que viram que Portugal tem um clima diferente dos outros [países]. Por vezes, não somos os mais precoces a entrar no mercado, mas conseguimos estar durante muito tempo, porque os nossos invernos não são tão rigorosos e os nossos verões também não têm um calor tão intenso como os outros países do sul da Europa”, explicou.

Gonçalo Santos Andrade disse também que Espanha continua a ser o maior mercado de exportação dos produtos nacionais, representando cerca de 30% do valor total, seguido por França, Reino Unido, Holanda e Alemanha.

“Embora se formos ver a cada subsetor há outros mercados que também são muito importantes. Por exemplo, para a pera rocha, o mercado mais importante é o Brasil”, acrescentou.

Apesar de não revelar números, o representante da associação Portugal Fresh sublinha ainda que o aumento das exportações tem provocado um “crescimento acentuado” do volume de negócios, áreas de produção, quantidades e postos de trabalho.