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Pharol e CTT pressionam bolsa portuguesa

PSI-20 cai, pressionado pela desvalorização de quase 10% da Pharol, que reage à demissão do presidente executivo da Oi, a operadora brasileira da qual é a principal acionista. Ações dos CTT atingem novo mínimo histórico

A bolsa portuguesa está a negociar no vermelho esta segunda-feira, pela segunda sessão consecutiva, com o PSI-20 a cair perto de 0,5% às 9 horas, depois de ter inaugurado a descer 0,26%. Das 18 cotadas, apenas quatro estão a subir (Galp Energia, Ibersol, REN e Semapa).

A pressionar o principal índice da bolsa nacional está a Pharol, que cai perto de 10%, para os 31,8 cêntimos . Esta desvalorização chega na sequência da demissão do presidente da operadora brasileira Oi, de que a portuguesa é a principal acionista. Na última sexta-feira, foi anunciada a demissão de Marco Schroeder, presidente executivo da Oi, empresa que está em negociação com os credores no âmbito do seu processo de recuperação. Schroeder, que ocupava a liderança da operação há praticamente um ano e meio, era o responsável pelo processo de negociação, mas, segundo uma fonte à Bloomberg, decidiu afastar-se devido à lentidão das autoridades brasileiras para encontrarem uma solução para a situação frágil da operadora.

Também os CTT estão a pressionar o PSI-20, cujas ações caem 2,11%, para os 3,02 euros, um novo mínimo histórico, prosseguindo assim a trajetória de queda. Só em novembro, os papéis dos CTT desvalorizaram mais de 39% em novembro, com o mercado a reagir ao corte de dividendos anunciado no final do mês de outubro.

As cotadas do sector da energia, com exceção da Galp, estão a contribuir para esta quebra do PSI-20.

O cenário de queda é generalizado no resto da Europa, com as principais praças europeias a negociarem no vermelho, que aguardam a eventual votação, no senado dos Estados Unidos, da reforma fiscal norte-americana, que poderá descer os impostos sobre as empresas. Os investidores estão também expectantes quanto à reunião, que decorrerá na próxima quinta-feira, entre os Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Esta segunda-feira os olhos dos investidores vão ainda estar postos no Parlamento Europeu, onde o comissário europeu de Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, falará de Economia e Emprego, no contexto das previsões de crescimento e dos orçamentos de estado dos diversos países da zona euro.