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Pão mais caro em janeiro: “O que vem aí não permite alternativa”

Getty Images

Desde 2011 que o preço do pão estava inalterado. Agora, com aumento dos custos de produção, incluindo a atualização do salário mínimo nacional, as carcaças podem encarecer 20%

Os industriais da panificação dizem não ter alternativa e, por isso, a partir do próximo mês de janeiro vão agravar o preço do pão aos consumidores, uma subida na ordem dos 20%. É o primeiro aumento desde 2011, lembra António Fonte, presidente da Associação de Industriais de Panificação, Pastelaria e Similares do Norte. "No início do ano que vem o pão terá, inevitavelmente, de aumentar. Não dá para aguentar mais esta situação", afirmou o responsável, em declarações ao "Correio da Manhã" desta segunda-feira.

Ainda que não indique um valor concreto, António Fonte fala num eventual aumento de 20%. Assim, em Lisboa, região onde o pão tem o preço mais alto do país, uma carcaça passará a custar 24 cêntimos. O preço passará para 16 cêntimos no Porto. Em Coimbra, a carcaça custará 17 cêntimos, enquanto em Braga passará para 13 cêntimos. No Algarve, uma carcaça poderá chegar aos 20 cêntimos.

Esta atualização de preço vem refletir, segundo o dirigente, o aumento dos custos de produção. A começar pelo eventual aumento do salário mínimo nacional para 600 euros já no início de 2018, reclamado pela CGTP. Mas não só: o aumento dos preços dos combustíveis e os custos mais elevados de energia, gás e eletricidade também vão puxar os preços do pão para cima. "O que vem aí, em termos de agravamento dos custos de produção, não permite alternativa", afirma o presidente da Associação de Industriais de Panificação, Pastelaria e Similares do Norte.

Também o preço dos ovos vai continuar a sofrer um agravamento, depois de, nos últimos dois meses, estes terem subido praticamente 60%, passando so 85 cêntimos para 1,40 euros por dúzia (classe A, tamanho L). No início de 2018, a mesma caixa poderá passar a custar 2 euros.