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Ikea quer crescer em Portugal com lojas pequenas e na internet

Helen Duphorn, 
nova diretora-geral
da IKEA Portugal, 
na loja de Loures


FOTO luís barra

Ikea Portugal aumenta vendas em 17% para €397 milhões e prepara expansão com novos formatos

A IKEA está a adaptar-se em Portugal às tendências do retalho e o próximo ano vai ser dedicado à abertura de lojas de menor dimensão e ao desenvolvimento do comércio eletrónico com pontos de recolha físicos.

Helen Duphorn, que é a nova diretora-geral da empresa sueca em Portugal, não avança datas nem os investimentos envolvidos nos novos projetos. “Talvez tenhamos no próximo ano um ponto de levantamento onde se pode ir buscar o que se comprou online, não é uma loja. Mas também acredito em formatos de menor dimensão, lojas de cidade, que será interessante testar em Lisboa e talvez no Porto”, avança, garantindo que estes formatos ainda não estão fechados. “Não sei se será um showroom físico ou digital, estou muito aberta e é indiferente, é o consumidor quem irá decidir o que prefere e nós iremos atrás”, refere.

A diretora-geral da IKEA Portugal explica que a empresa que dirige arrancou no comércio eletrónico há seis meses e o peso dessas vendas no negócio ainda é muito pequeno, apesar de ter contribuído para o crescimento de 17% da faturação, a par com as duas novas aberturas e as lojas que já existiam.

No total, a IKEA Portugal faturou €397 milhões no ano fiscal entre 1 de setembro de 2016 e 31 de agosto de 2017, com cinco lojas. Braga e Loulé são as duas aberturas mais recentes, e em ambos os casos, apesar de serem lojas fronteiriças, os clientes espanhóis representam apenas 3% dos clientes. “Não são a maioria dos clientes. Em Loulé, por exemplo, o que conta mais são os portugueses com casas de férias no Algarve, mas também muitos ingleses, escandinavos, alemães, entre outros, com segundas casas”, explica Helen Duphorn. A nível internacional, por seu lado, o IKEA Group vendeu €34,1 mil milhões no ano fiscal de 2017, com 355 lojas em 29 países.

Em relação aos restaurantes, Helen Duphorn garante que o crescimento em Portugal não passa pelo desenvolvimento do negócio em que os produtos mais vendidos são as almôndegas e o salmão fumado. “Temos restaurantes nas nossas lojas e não fazemos aberturas de restaurantes sem lojas”, justifica excluindo a hipótese de seguir a experiência norte-americana de abrir restaurantes sem lojas. “A ideia é proporcionar aos nossos clientes uma refeição acessível quando vão fazer compras ao IKEA”, justifica

Nas lojas, por seu lado, os artigos mais procurados são dentro da gama de mobiliário para quartos, em linha com as preferências dos consumidores da IKEA a nível mundial, avança. Os móveis são também os produtos mais comprados pelos cliente digitais. “Porque é mais difícil de transportar. Por exemplo, o cliente vai à loja ver e experimentar um sofá mas depois faz a encomenda online”, refere.

A diretora-geral garante que os problemas de segurança, mais ou menos regulares, com os artigos da marca sueca de mobiliário e artigos para a casa não põem em causa a perceção do cliente. “Medimos regularmente os níveis de confiança. A reação que temos quando falamos com os clientes é que os níveis de confiança são muito altos. Isso acontece porque nós informamos quando as coisas correm bem ou correm mal, o que significa que podem confiar em nós”, garante Helen Duphorn, avançando que este tipo de situação não está a aumentar de forma dramática, mas também não está a desaparecer.