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Preço de produção industrial caiu em 20% das atividades económicas e aumentou em 18%

Preparação e conservação de frutos e produtos hortícolas é a atividade económica que apresenta a maior queda no índice de preços de produção industrial, segundo o INE

Apesar de o Índice de Preços Produção Industrial (IPPI) ter em apresentado em outubro uma subida de 0.4 pontos em relação ao mês anterior - uma variação mensal similar à observada em setembro, de 0.3 -, apenas 18% das 112 atividades económicas consideradas a nível nacional tiveram uma variação positiva entre estes dois momentos, de acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A fabricação de outros produtos químicos foi a atividade económica que apresentou a maior variação positiva do IPPI -5,2. A fabricação de fios e cabos isolados e a atividade referente à energia - electricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio - apresentaram também subidas significativas de preços de produção industrial entre setembro e outubro.

Este indicador - que mede “a evolução mensal dos preços das transações nas atividades económicas para os mercados interno e externo” de empresas sediadas em território nacional, segundo o INE – caiu em 25 atividades económicas, entre outubro e setembro deste ano.

A maior queda é referente à preparação e conservação de frutos e produtos hortícolas, produtos de consumo não duradouro – fator com maior ponderação no cálculo dos bens de consumo. Outras quedas expressivas relacionam-se com a fabricação de produtos farmacêuticos de base e com a reparação e manutenção de produtos metálicos, máquinas e equipamentos, que se insere nas contas dos bens de investimento.

A fabricação de máquinas e de equipamentos foi uma das 16 atividades que manteve o IPPI entre estes dois meses. Ainda assim, a informação em 45% das atividades económicas ou não estava disponível ou é confidencial, de acordo com o INE.

Para o ‘cálculo’ deste índice são tidos em conta quatro “grandes agrupamentos industriais”: bens de consumo, bens intermédios, bens de investimento e energia. O aumento deste índice agregado a um ritmo constante – “de 2,7% em outubro face ao mesmo período do ano anterior, mantendo a variação observada em setembro” – deve-se sobretudo à subida dos bens intermédios e de energia.

Ainda assim, entre estes dois momentos, os bens de intermédios ganharam pontos face à energia, tomando o lugar do critério com maior influência na variação do índice. Pelo contrário, os bens de investimento das empresas passaram a não ter qualquer influência nos preços de produção industrial em outubro.