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Nuno Amado: “Espero que não haja uma nova crise”

Marcos Borga

Presidente do BCP faz um balanço positivo dos últimos nove meses e diz que banco "é um dos mais eficientes da zona Euro. Os lucros ascenderam a 133,3 milhões de euros no terceiro trimestre, contra um prejuízo de 251,1 milhões

Os resultados do BCP estão a melhorar e o regresso aos lucros este ano são para manter. Esta foi a mensagem do presidente do BCP na apresentação de resultados divulgada na tarde de segunda-feira.

Nuno Amado reconhece que o caminho não foi fácil mas faz um balanço positivo: "Estamos bem posicionados do ponto de vista comercial". E quando questionado sobre o estado da banca e do país em Portugal afirma: "Espero que não haja uma nova crise".

Em fim de mandato no BCP, Nuno Amado não abre o jogo sobre se fica mais tempo na presidência, mas quando questionado sobre se os acionistas já o abordaram, responde: "Acho que há vontade de manter alguma continuidade". O que quer dizer que se for desafiado para mais um mandato poderá vir a aceitar.

Assegurou ainda que apesar do BCP já poder distribuir dividendos, não o deverá fazer: "O banco não tem intenção de vir a distribuir dividendos (em 2018)".

Entre os principais desafios do banco destaca a melhoria dos rácios de capital, que em setembro ficaram nos 13,2% (Commun Equity Tier 1) e do cost-to-income que melhorou de 46% para os 43,6%. Afirma, recorrendo a uma figura de estilo comum ao consumo de combustível, que hoje "gastamos 4,5 [litros] aos 100 [quilómetros] quando gastavamos 8 aos 100"

Também o nível de imparidades caiu 43,5% para €628 milhõe,s das quais €458,6 milhões para crédito no período em análise. Quanto à carteira de crédito malparado, Amado diz que o banco continua a fazer o seu caminho, o que está em linha com o plano estratégico. Apesar das melhorias destacadas, o banco tem ainda de reduzir o custo do risco até 2018 e melhorar significativamente o ROE (return on equity) que embora tenha passado de um nível negativo de 8,5% nos primeiros nove meses de 2016 para 4,2% em igual período de 2017, o BCP quer atingir os 10% já no próximo ano.

As operações internacionais do BCP contribuíram com um resultado positivo no trimestre de 131,3 milhões de euros, com especial destaque para o banco na Polónia e em Moçambique.