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Poder de compra em metade dos municípios de Lisboa é inferior à média nacional

Segundo o INE, o município da Moita é o único da área metropolitana de Lisboa ”com um poder de compra manifestado inferior a 90% da média nacional”

Luís Faustino

Cerca de 89% dos 308 municípios portugueses apresentam um poder de compra inferior à média nacional. Na área metropolitana de Lisboa, metade dos municípios não atingiram esta média em 2015 e no Porto apenas cinco conseguiram superá-la

O poder de compra na área metropolitana de Lisboa é o maior a nível nacional, onde os municípios de Lisboa e Oeiras chegam mesmo a ter uma média superior à da região. Mas em metade dos 18 concelhos desta metrópole o poder de compra por habitante é inferior à média nacional, de acordo com a 12ª edição do Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio relativo a 2015, publicado na passada sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em Loures, Mafra, Odivelas, Palmela, Seixal, Sesimbra, Sintra, Vila Franca de Xira e Moita o poder de compra não alcança a média nacional (100) relativamente ao indicador do poder de compra per capita (IPC), que permite “traduzir o poder de compra manifestado quotidianamente, em termos per capita, nos diferentes municípios ou regiões”, segundo o INE. O município da Moita chega mesmo a ser “o único desta região com um poder de compra manifestado inferior a 90% da média nacional”, sublinha o INE.

No território nacional, os nove concelhos atrás destacados não foram os únicos: cerca de 89% dos 308 municípios existentes em Portugal apresentam um poder de compra inferior ao valor médio nacional. Dos dez que apresentam menor poder de compra por habitante, oito pertencem ao interior das regiões Norte e Centro e dois à Região Autónoma da Madeira.

Só mesmo as duas áreas metropolitanas – Lisboa (124,7) e Porto (104,8) –ultrapassam o poder de compra nacional, bem como algumas capitais de distrito: Faro, Coimbra, Aveiro e Évora. Na metrópole da Invicta, apenas cinco dos seus 24 municípios estão acima dos valores médios a nível nacional e quatro chegam mesmo a superar também a média metropolitana, como são os casos de Porto, São João da Madeira, Matosinhos e Maia.

O território continental apresenta um IPC mais elevado (100,7) do que as regiões autónomas: 85,5 nos Açores e 86,9 na Madeira. O Algarve, bem como as regiões Norte, Centro e Alentejo registam um poder de compra entre os 88 e os 95.

Outro indicador tido em conta, a percentagem de poder de compra (PPC) – que permite medir a concentração do poder de compra tendo em conta também a distribuição populacional nos diferentes territórios – indica que só as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto “concentram mais de metade do poder de compra manifestado no território nacional”, lê-se no relatório do INE.

O litoral continental também apresenta uma elevada de concentração de poder de compra. Pelo contrário, as subregiões no interior Norte e Centro são as que concentram um poder menor. O Alentejo Litoral, o Alto Alentejo e o Baixo Alentejo contribuíram, individualmente, com menos de 1% para o poder de compra nacional.