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Investimento estrangeiro em Portugal cresce 57% desde 2008

Desde 2008, o investimento estrangeiro tem vindo a subir no país, atingindo em junho deste ano 119 mil milhões de euros

O investimento direto estrangeiro em Portugal (IDE) cresceu sempre desde a crise financeira com excepção do ano 2011 que coincidiu com a chegada da troika. Entre 2008 e o segundo trimestre deste ano, o montante cresceu 56,6%, segundo um estudo de Rita Tavares da Silva, publicado pelo gabinete de estudos (GEE) do Ministério da Economia. Em junho, somava 119 mil milhões de euros.

Já o investimento direto de Portugal no exterior (IPE) tem recuperado nos últimos anos, depois de uma queda após a crise financeira internacional, e está 24,4% acima do nível de 2008: 56 mil milhões de euros contra 45 mil milhões.

Investimento externo atinge no país 61% do PIB

Na comparação com outros países da zona euro, verifica-se que o investimento estrangeiro direto em Portugal é correspondente a 61% do produto Interno Bruto (PIB) segundo dados de 2015, numa taxa muito superior à de Espanha (47%), França (29%), Alemanha (26%) ou Itália (20%).

Em foco, está também o saldo desfavorável entre o investimento realizado por estrangeiros em Portugal (IDE) face ao investimento de investidores portugueses no exterior (IDE). "Em todos os anos, o valor das transações líquidas foi positivo, o que significa que os fluxos de IDE a entrar na economia têm sido sempre superiores ao fluxos de IDE a sair", salienta o estudo.

A nível de investimento estrangeiro, os sectores que mais viram o seu peso aumentar entre 2008 e junho de 2017 foram o da eletricidade, gás e água (com um aumento de 2,1 pontos percentuais) e o da construção (com mais 1,5 pontos percentuais). Neste período, o destaque vai ainda para os sectores das atividades de informação e comunicação, com um aumento de 291%, e passando de um investimento de 1,5 mil milhões de euros para 6 mil milhões de euros.

Quanto à origem, verifica-se que o investimento direto estrangeiro em Portugal vem quase na totalidade da Europa (89%), sendo grande parte proveniente de empresas holding sediadas em países como Luxemburgo e Holanda.

Segundo o estudo, o Luxemburgo foi o país que registou o maior volume de transações de IDE, o que ascendeu a 16,8 mil milhões de euros no acumulado desde 2008 ao primeiro semestre de 2017.