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Trump oficializa convite. Jay Powell segue para presidente da Reserva Federal

Donald Trump já convidou Jay Powell para dirigir a Reserva Federal dos Estados Unidos. Uma escolha esperada

SHAWN THEW / EPA

Jerome (Jay) Powell será o sucessor de Janet Yellen no comando da Reserva Federal dos EUA, o banco central mais poderoso do mundo. Republicano, Powell tem um passado ligado à banca de investimento, apesar de não ser economista. A escolha de Donald Trump é vista como uma solução de continuidade e surgia como a mais provável.

Jay Powell já foi convidado pela Casa Branca para ser o próximo líder da Reserva Federal. A notícia está esta quinta-feira em jornais com “Financial Times” ou “The Wall Street Journal” que citam fontes da Casa Branca.

A escolha poderá ser anunciada ainda esta quinta-feira, antes do presidente dos Estados Unidos seguir para uma longa digressão de 12 dias pela Ásia. Desta vez, Trump seguiu a opção mais provável. Os mercados interpretam a nomeação como uma evolução na continuidade, não antevendo mudanças acentuadas na política monetária dos Estados Unidos. A nomeação de Powell deverá gerar um consenso alargado quando for submetido ao Senado.

Política expansionista

Powell tem um passado ligado à banca de investimento, com passagens por organismos públicos na governação de George W. Bush. E foi nomeado para governador da Fed por Barack Obama, em 2012, numa altura em que o Presidente precisava de fazer escolhas no lado republicano.

Powell subscreveu a política adotada na Reserva Federal pela democrata Janet Yellen, defensora dos estímulos monetários, sem receio de pecar por excesso. Powell pode ser menos arrojado na política expansionista, mas no passado esteve sempre alinhado com a política de juros baixos. Concordou, por exemplo, com a manutenção das taxas em setembro de 2016, a poucos meses da eleição presidencial, num momento em que alguns analistas admitiam que os dados económicos recomendavam uma subida. Na altura, Trump criticou duramente Janet Yellen.

Mas, há quem admita mudanças, com a entrada de Powell. Um artigo no “Financial Times” diz que este novo ciclo pode conduzir a uma reorganização dos poderes na FED, com os membros mais ortodoxos a ganharem poder, forçando uma mudança de filosofia.