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O voo de crescimento da NetJets

nuno botelho

No momento em que apresenta o novo jato Citation Latitude, a companhia de aviação executiva cresce em Portugal à boleia de estrangeiros a residir no país

Margarida Fiúza

Margarida Fiúza

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Jornalista

Nuno Botelho

Nuno Botelho

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Fotojornalista

É o maior operador de aviação privada em Portugal, ultrapassando o segundo maior em cerca de “três vezes mais voos”. Assim garante Marta de La Rocha, vice-presidente da NetJets.

Com um investimento em curso de cerca de 17 mil milhões de dólares (cerca de 14,5 mil milhões de euros) na aquisição de 670 novos aviões, que se iniciou em 2012, para renovar a frota que totaliza 700 novos jatos, a companhia de aviação privada apresentou o seu novo jato, o Cessna Citation Latitude, o mais recente a chegar a Portugal. Com capacidade para sete passageiros, este jato de médio porte está equipado com um sistema de wi-fi por satélite e de entretenimento a bordo, através dos iPads disponíveis, máquina de café e um sistema de pressurização que confere uma altitude de cabine inferior a 5 mil pés, reduzindo o stress exercido sobre o corpo.

O Cessna Citation Latitude, jato de médio porte, tem capacidade para sete passageiros

O Cessna Citation Latitude, jato de médio porte, tem capacidade para sete passageiros

nuno botelho

Através do regime de propriedade fracionada, os passageiros da NetJets são donos de uma fração de um avião da empresa com base no número de horas que voam por ano. Uma fração de um avião da NetJets dá acesso a toda a frota, a partir de 50 horas de voo anuais, sendo a reserva garantida com uma antecedência de 10 horas.

nuno botelho

Portugal conta 20 clientes de um total de 5000, dos quais 1500 na Europa. “Em Portugal há um cliente fiel e surge uma procura de muito capital externo, sobretudo brasileiro e latino-americano (residente em Portugal), mas também francês”, adiantou a vice-presidente da NetJets.

“Sente-se que as empresas, empresários e pessoas, em geral, estão agora mais confiantes”, declarou, num voo com jornalistas (Cascais - Faro) para apresentar o novo jato da frota da empresa de aviação executiva.

A empresa norte-americana detida por Warren Buffett aumentou no primeiro semestre os voos de e para Portugal, impulsionada pelos estrangeiros a residir no país, sendo que o movimento da companhia nos aeroportos portugueses está a crescer 7% este ano para mais de 600 voos, um aumento que está “em linha com o resto da Europa”, sublinha Marta de La Rocha.

O Citation Latitude, capaz de operar em pistas curtas e a grandes altitudes, pode voar até sete horas

O Citation Latitude, capaz de operar em pistas curtas e a grandes altitudes, pode voar até sete horas

nuno botelho

A companhia voa para cinco aeroportos em Portugal - Faro, Lisboa e Tires (Cascais), que compõem o top 3, e também Porto e Évora - e tem a sede europeia e o centro operacional em Paço de Arcos, Oeiras, onde emprega cerca de 500 pessoas, dos quais cerca de 70% são portugueses.

É em Portugal que estão instalados todos os serviços europeus da empresa, à exceção dos departamentos comercial, de marketing e de recursos humanos, que operam a partir de Londres.

Em 1996, quando a empresa se internacionalizou e começou a operar na Europa, decidiu instalar-se em Portugal “devido à qualificação das pessoas e também pelo facto de o país ser inovador em termos de copropriedade, isto é, pioneiro em termos de legislação que permite registar um avião com proprietários de diferentes nacionalidades”, explicou a responsável.