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Sucessão na Fed. Apostas preferem um republicano que dê continuidade à estratégia de Yellen

Jerome Powell, membro da direção da Reserva Federal dos EUA, recolhe 38% das apostas para suceder a Janet Yellen, que cessa funções em fevereiro. Uma sondagem da Reuters publicada esta quarta-feira dá, também, primazia a Powell na corrida. Mas larga maioria preferia que a atual presidente continuasse

Jorge Nascimento Rodrigues

A sucessão de Janet Yellen em fevereiro na presidência da Reserva Federal norte-americana (Fed), o banco central, vai muito animada. No site de apostas PredictIt e numa sondagem da Reuters publicada esta quarta-feira, Jerome Powell, atual membro da direção do banco central, recolhe a maioria das preferências para a escolha que o presidente Donald Trump deverá anunciar até início de novembro.

Powell recolhe 38% no fecho das apostas de terça-feira no PredictIt, um mercado de apostas em temas políticos lançado pela Universidade de Victoria na Nova Zelândia.

Na sondagem da Reuters, a maioria dos 40 economistas ouvidos considera que Powell é o candidato com melhores hipóteses de ser escolhido por Trump e confirmado, depois, pelo Senado. Apesar de Republicano, seria a continuação da estratégia de “normalização gradual”, de subida gradual das taxas de juro e de emagrecimento gradual do balanço do banco central seguida por Yellen. Uma estratégia cautelosa que o próprio Fundo Monetário Internacional considera ser fundamental para evitar a subida de riscos financeiros globais, como se sublinhou nos documentos publicados na Assembleia anual que terminou no domingo.

Na sondagem da Reuters, 2/3 dos inquiridos preferiam que Trump reconduzisse Yellen, apesar das hipóteses serem baixas.

Na corrida mantém-se a própria Yellen, mas as apostas colocam-na com apenas 19% de hipóteses, atrás de Powell, em primeiro lugar, e de outros dois republicanos, Kevin Warsh (o candidato mais jovem) com 26% e John Taylor (candidato recorrente a Prémio Nobel da Economia, criador da ‘regra de Taylor’ que orienta a determinação das taxas de juro dos bancos centrais) com 21%. Warsh e Taylor são considerados como defensores de uma ‘normalização’ mais agressiva.

Desde 11 de outubro, Yellen e Taylor subiram nas apostas e Powell e Warsh desceram, mas as posições relativas não se alteraram.