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FMI diz que Portugal está a ir muito bem

Poul Thomsen, diretor do FMI para a Europa

JOHN THYS ( Getty Images

Apesar das dúvidas iniciais do Fundo Monetário Internacional, Poul Thomsen elogiou a consolidação orçamental sustentável, em declarações esta sexta-feira na conferência de imprensa em Washington sobre a situação na Europa

Jorge Nascimento Rodrigues

"Portugal está a ir muito bem", disse esta sexta-feira Poul Thomsen, o diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Europa. Thomsen respondia a uma pergunta sobre Portugal na conferência de imprensa realizada em Washington sobre a situação na Europa, no quadro da Assembleia anual do Fundo que decorre até domingo.

O dinamarquês recordou que o próprio FMI tinha dúvidas no início sobre o curso do processo de consolidação em Portugal, mas, agora, sublinha "uma consolidação orçamental sustentável".

No entanto, o diretor do FMI recordou que persiste o problema de uma dívida pública elevada. Por isso, recomenda que o governo português aproveite a atual conjuntura "de uma forte recuperação económica e a janela de oportunidade que continua aberta pela política monetária" do Banco Central Europeu.

Na mesma conferência de imprensa, o diretor do Fundo para a Europa elogiou o "caso de sucesso" de Espanha e esquivou-se a comentar a crise catalã.

Problema do 'alívio' da dívida grega permanece

Sobre a Grécia, afirmou que o FMI não tem intenção de exigir a Atenas quaisquer políticas adicionais ou mais medidas orçamentais. Recordou que permanecem dois "problemas de credibilidade" no processo, um que tem a ver com os parceiros europeus na questão do alívio da dívida helénica a médio prazo, e o outro com as reformas laborais no pais.

Recorde-se que o FMI aprovou "em princípio" o seu envolvimento no terceiro resgate lançado pelos credores oficiais europeus - que termina em agosto do próximo ano -, mas reserva uma posição final após conhecer as medidas de médio prazo que os credores europeus pretendem concretizar para o 'alívio' da dívida grega que o Fundo acha indispensável.

Ontem, Euclid Tsakalotos, ministro das Finanças helénico, criticou a postura do FMI "com um pé dentro e outro fora", e declarou que a Grécia tem condições de continuar o processo de resgate com a participação ou não do FMI.