Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Défice orçamental ascendeu a 1,9% do PIB do primeiro semestre

Conselho das Finanças Públicas mantém otimismo: ainda acima do cumprimento das metas fixadas pelo Governo (1,6% do PIB), défice de 1,9% “representa uma melhoria em termos homólogos superior ao previsto para a totalidade do ano”

O Conselho das Finanças Públicas (CFP) continua a projetar um défice público de 1,4% do PIB para este ano, ligeiramente abaixo da meta traçada pelo Governo (1,6%).

De acordo com o relatório do CFP sobre a evolução das contas públicas até ao final do segundo trimestre de 2017, divulgado esta quarta-feira, nos primeiros seis meses do ano, o défice orçamental ascendeu a 1,9% do PIB, dos quais 0,1 pontos percentuais “refletem já parte do impacto da recuperação da garantia do Banco Privado Português, medida temporária e não recorrente prevista pelo Ministério das Finanças para este ano”.

O documento que analisa os desenvolvimentos orçamentais do sector das administrações públicas até ao final de junho deste ano, sublinha que este resultado situa-se ainda acima do cumprimento das metas fixadas pelo Governo (défice de 1,6% do PIB no Orçamento do Estado para 2017 e de 1,5% no Programa de Estabilidade 2017-2021), “mas representa uma melhoria em termos homólogos superior ao previsto para a totalidade do ano naqueles dois documentos de programação orçamental”.

Para esta melhoria homóloga, lê-se no relatório, contribuíram os diversos subsectores das administrações públicas, registando o subsector dos fundos de segurança social o reforço do excedente em 0,5 pontos percentuais do PIB, resultado que em percentagem do PIB (1,8%) constitui o mais elevado desde 2008.

De acordo com a entidade liderada por Teodora Cardoso, “os desenvolvimentos orçamentais ocorridos no primeiro semestre de 2017 evidenciaram o maior contributo da receita para a correção do desequilíbrio orçamental, acompanhada em menor grau pelo contributo igualmente favorável da despesa”.

Já o rácio da dívida pública na ótica de Maastricht subiu para 132,1% do PIB no final de junho, registando um agravamento de 1,7 pontos percentuais. face ao verificado no trimestre anterior. “O aumento da dívida foi significativamente superior ao défice orçamental registado no segundo trimestre, sendo que a diferença entre o défice e a variação de dívida se ficou a dever essencialmente a operações relativas à “aquisição líquida de ativos financeiros”, sobretudo numerário e depósitos”, detalha ainda o relatório.