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Fuga da Catalunha: Barcelona perde sede de Águas para Madrid

JORGE GUERRERO / AFP / Getty Images

A Agbar, responsável pela gestão da Águas de Barcelona, foi mais uma das empresas a mudar a sede para fora da Catalunha. Esta manhã, também a fundação bancária La Caixa completou a saída que já tinha sido iniciada com a mudança do CaixaBank

O conselho de administração da multinacional Suez Environment, à qual pertence Sociedade Geral de Águas de Barcelona (SGAB), matriz da Águas de Barcelona (Agbar), decidiu mudar “de forma temporária” a sede social da empresa de Barcelona para Madrid.

A decisão de mudar a sede da SGAB, que aglutina todas as participadas da multinacional francesa na Catalunha, foi anunciada este sábado. A mudança é justificada pela empresa, em comunicado citado pelos jornais espanhóis “El País” e “El Mundo”, com “a situação política na Catalunha”.

Mas embora a Agbar, que está atualmente num edifício situado na zona franca de Barcelona (depois de em 2014 ter abandonado a Torre Agbar), mude de sede, a empresa sublinhou que todas as filiais que atuam na região irão manter-se na Catalunha. E o grupo garantiu que o fornecimento de água não será afetado.

La Caixa completa saída

Também a fundação La Caixa, que detém 40% do Caixabank, maior accionista do BPI, decidiu este sábado mudar a sua sede para Palma de Maiorca, completando assim a 'fuga' já anunciada com a saída do Caixabank para Valência, divulgada esta sexta-feira.

A decisão de transferir a sede social da fundação bancária, acionista único do CriteriaCaixa (que é, por sua vez, accionista de referência do CaixaBank e Gas Natural), foi tomada esta manhã após uma semana de preparações, de acordo com o “El Mundo”.

A La Caixa declara que a nova sede irá manter-se em Palma de Maiorca “enquanto se mantenha a situação política” na Catalunha. Já a Gas Natural optou por transferir a sede para Madrid.

Movimento de fuga em vários setores

A Águas de Barcelona e a La Caixa são apenas duas de muitas empresas e bancos que na última semana decidiram mudar a sua sede para fora da Catalunha. Como o Expresso noticiou na sexta-feira, o Governo espanhol tentou acalmar os efeitos negativos da instabilidade na Catalunha com a aprovação, em Conselho de Ministros, um decreto-lei que permite a mudança de sede por parte das empresas, apenas com a aprovação do conselho de administração e sem necessidade de reunir os accionistas em Assembleia Geral.

O movimento de fuga de sedes das empresas começou na noite de terça-feira, com a biofarmacêutica Pryzon Genomics, que anunciou uma mudança para Madrid, segundo o “La Vanguardia”. Seguiram-se-lhe outras, como a Eurona (para Madrid) e Proclinic (Saragoça).

Além destas, outras - como a Codorniu, Freixenet e Catalana Occidente - estão a ponderar a alteração da sua sede para fora da Catalunha, caso a independência seja declarada na região. Mas há também aquelas que não colocaram, para já, essa questão em cima da mesa (Pronovias, Lidl, Mango, Colonial, Cellnex, Miquel y Costas e Seat) ou que preferem não tomar qualquer posição (Ercros, Nestlé, Esteve, Indukern y Desigual).

Deixamos aqui uma lista de empresas que já mudaram a sede para fora da Catalunha: