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Bolsas da Zona Euro fecham no vermelho. Lisboa entre as maiores quedas

Com exceção de Atenas todas as bolsas da área da moeda única encerraram esta sexta-feira com perdas. Milão, Dublin, Lisboa e Viena lideraram as quedas do dia. Madrid acabou por reduzir a descida depois de se saber que Rajoy recusa avançar para o pedido de suspensão do governo catalão. CaixaBank decide mudar para Valência, se independência for proclamada

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas da Zona Euro fecharam esta sexta-feira no vermelho, com exceção de Atenas (cujo mercado é considerado emergente). Em cinco sessões desta semana pós-referendo catalão, as bolsas da 'região' registaram perdas em três sessões. O índice MSCI para a zona euro perdeu esta sexta-feira 0,14%, o que contrasta com ganhos de 0,32% para a 'região' da Ásia Pacífico.

As bolsas de Milão, Dublin, Lisboa e Viena lideraram esta sexta-feira as quedas. O índice MIB italiano perdeu 0,77%, o Iseq em Dublin recuou 0,66%, o ATX em Viena caiu 0,63% e o PSI 20 em Lisboa desceu 0,6%.

A praça de Madrid acabou por não liderar a vaga vermelha, com o Ibex 35 a registar uma perda de 0,29%, muito atrás das quebras na maioria das outras praças da zona euro, incluindo Amesterdão, Bruxelas, Paris e Viena.

Os media espanhóis destacaram que o primeiro-ministro Mariano Rajoy se recusa a avançar para obter do Senado a aplicação do artigo 155 da Constituição que prevê a suspensão de um governo regional, medida que tem sido reclamada em relação à Catalunha por Albert Rivera, líder do partido Ciudadanos, com quem Rajoy se voltou a reunir hoje no Palácio da Moncloa.

Entretanto, o governo espanhol aprovou esta sexta-feira um decreto-lei flexibilizando as decisões de mudanças de sede. O Banc Sabadell já ontem tinha optado por mudar a sede para Alicante e hoje o CaixaBank (que detém 84,5% do banco português BPI) decidiu que deslocará a sede para Valência no caso da independência da Catalunha ser proclamada. A Fundação Bancária La Caixa (principal acionista do CaixaBank) mudou a sede para Palma de Maiorca. A Gas Natural Fenosa vai mudar a sede para Madrid. Recorde-se que, no índice Ibex 35 e no mercado contínuo, há 23 entidades de origem catalã cotadas cuja capitalização conjunta soma €100 mil milhões, segundo o jornal La Vanguardia, de Barcelona.

Dois aspetos marcaram o balanço semanal na zona euro - os recuos dos índices bolsistas em cinco periféricos (Espanha, Grécia, Irlanda, Itália e Portugal) e a queda de valorizações do sector bancário em Madrid e Milão.

Bancos e grupos imobiliários lideram quedas semanais em Madrid

O contágio catalão afetou seriamente o Ibex 35 madrileno, e em particular os bancos e as imobiliárias. As mais elevadas perdas semanais, acima de 3%, registaram-se com os grupos imobiliários Colonial (recuo de 7,7%) e Merlin (descida de 5,7%) e com os bancos catalães Sabadell (queda de 6,2%) e CaixaBank (perda de 3,9%), mas, também, afetando, logo a seguir, o BBVA (um tombo de 3,4%).

No índice europeu Eurostoxx 50 - que abrange as cinquenta principais cotadas da zona euro - nas oito quedas semanais acima de 2%, contam-se quatro pesos pesados espanhóis, o BBVA, a Inditex, o Santander e a Telefonica.

Bancos dominam perdas em Milão e EDP lidera quedas em Lisboa

Cinco bancos transalpinos lideraram as quedas semanais na bolsa de Milão, com perdas acima de 3,5% - Bpm, Bper, UBI, UniCredit e Fineco.

Em Lisboa, a Energias de Portugal (EDP) liderou as perdas da semana, com um recuo de 5,3%. Com descidas acima de 1% durante a semana incluem-se, ainda, a Jerónimo Martins, EDP Renováveis, CTT e REN.