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Novo Banco. Recompra de dívida bem-sucedida, segue-se a venda ao Lone Star

José Carlos Carvalho

O banco liderado por António Ramalho alcançou o objetivo de reforço de capitais próprios em pelo menos 500 milhões de euros, ao realizar a compra e reembolso antecipado de 4743 milhões de euros em obrigações. Venda do banco à Lone Star deverá avançar dentro de duas semanas

O Novo Banco cumpriu os objetivos na operação de Liability Management Exercise (LME): conseguiu realizar a compra e o reembolso antecipado de 4743 milhões de euros em obrigações, que representam 57% dos 8.300 milhões de dívida.

O banco alcançou uma poupança de capital de mais de 500 milhões de euros, na sequência da operação – lançada a 25 de julho e concluída a 29 de setembro – de oferta de aquisição de várias emissões de dívida sénior, acompanhada de uma solicitação de consentimento ao reembolso antecipado.

E concretizou assim uma condição para desbloquear a venda do Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star.

“A transação vai permitir o cumprimento dos objetivos de aumento de capital próprio (Core Tier 1) e ganhos equivalentes, incluindo poupança de juros, num valor acima de 500 milhões de euros”, explica o banco liderado por António Ramalho, em comunicado enviado às redações na madrugada desta quarta-feira. “O sucesso obtido ficou a dever-se ao facto de a oferta ter permitido a compra e reembolso de obrigações representativas de 73% do valor contabilístico.”

A venda do banco que resultou da resolução do antigo Banco Espírito Santo (BES) ao Lone Star poderá então avançar, sendo concluída no prazo de duas semanas a partir desta quarta-feira, data da liquidação da recompra, e após autorização formal da Comissão Europeia.

Espera-se agora que a Lone Star, que se remeteu ao silêncio durante o decurso da operação de recompra, se manifeste e siga o calendário. Concluir a compra de 75% do capital do ex-BES, injetando 750 milhões de euros no capital do banco no momento da conclusão da operação, e os restantes 250 milhões de euros ficam para depois, até um prazo de três anos. O preço a pagar foi zero. E o Fundo de Resolução, que ficou com 25% do capital do Novo Banco, está obrigado a injetar capital até 3,89 mil milhões de3 euros, se a venda de ativos que ficou no mecanismo de capitalização contingente for feita com perdas que afetem o capital do banco.