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Dívida. Prémio de risco sobe para os periféricos

O prémio de risco subiu esta quarta-feira mais acentuadamente para Espanha, Portugal, Itália e Grécia. Risco da dívida portuguesa subiu, de novo, para os 200 pontos. 'Contágio catalão' afeta os periféricos do euro

Jorge Nascimento Rodrigues

O prémio de risco subiu esta quarta-feira mais acentuadamente para os periféricos do euro, com destaque para Espanha, Portugal, Itália e Grécia, que sofreram o 'contágio catalão'.

O prémio de risco mede, no prazo a 10 anos, o diferencial entre o custo de financiamento da dívida de um dado membro do euro em relação ao custo de financiamento da dívida alemã, que serve de referência.

Esta quarta-feira, o prémio subiu 6,8 pontos base (pb) para a dívida espanhola, 5,9 pb para a portuguesa, 5,1 pb para a italiana e 3,9 pb para a grega. O prémio da dívida irlandesa subiu 1,9 pb e o de Malta aumentou 0,7 pb. O prémio da dívida eslovena manteve-se sem alteração.

Em relação a economias do centro do euro, o prémio subiu 1,1 pb para França e 1,6 pb para a Áustria, manteve-se sem alteração para a Holanda e desceu para a Finlândia.

O prémio de risco da dívida portuguesa subiu de 194,7 pontos base no fecho de terça-feira, para 200,5 pontos base no encerramento de quarta-feira. Este prémio equivale a um diferencial de 2 pontos percentuais em relação ao custo de financiamento da dívida alemã. O prémio de risco italiano está apenas 19 pontos base abaixo do português. O espanhol está 68 pontos base abaixo.

O risco português voltou esta quarta-feira acima de 200 pontos base. No final de setembro tinha descido para 192,5 pontos base, próximo do mínimo do ano em 192 pontos base a 20 de setembro, antes do choque provocado pelo desaire eleitoral da grande coligação na Alemanha. No final de setembro, os juros (yields) dos títulos a 10 anos haviam descido para 2,385% no mercado secundário; atualmente, subiram para 2,46%.

O fator externo está claramente a marcar negativamente a dívida portuguesa, num dia em que o Banco de Portugal adiantou que a meta do governo para a dívida pública no final do ano é "exequível" (nomeadamente a descida do rácio da dívida em relação ao PIB) e a agência DBRS vê potencial para melhoria na perspetiva de longo prazo da dívida soberana.

  • Madrid e Milão lideraram as quedas bolsistas nesta quarta-feira em que as praças financeiras foram afetadas pelo 'contágio catalão'. Bancos espanhóis e italianos registaram perdas significativas. PSI 20, em Lisboa, perde quase 1%

  • Índice madrileno Ibex 35 cai 2,3% à hora de abertura esta quarta-feira do mercado nos EUA. Milão cai mais de 1%. A recuar acima de 0,8% estão, também, as bolsas de Lisboa, Varsóvia e Viena. Wall Street abre sem trajetória definida

  • O Banco Central Europeu adquiriu €494 milhões em títulos obrigacionistas portugueses no mercado secundário em setembro, mais €80 milhões do que no mês anterior. Total comprado no âmbito do programa lançado em março de 2015 soma mais de €29,5 mil milhões