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Como vingar e responder às oportunidades num mundo com cada vez mais riscos

Ricardo Costa, Jorge Coelho, Paulo Rangel e Pedro Penalva no debate que decorreu na Fundação Serralves, no Porto

RUI DUARTE SILVA

Riscos políticos, cibercrime, novas necessidades de clientes e retenção de talento foram os temas base que serviram de ponto de partida para o "Empower Results Day", evento da AON (em parceria com o Expresso) que em Portugal se dividiu entre Porto e Lisboa

Parece claro que vivemos um momento de grande volatilidade a nível global, com grandes riscos e incertezas a aparecerem com enervante regularidade ao virar de cada esquina. Ao mesmo tempo (e, porventura, como consequência e causa), trata-se de um mundo mais interligado, onde o digital oferece oportunidades nunca antes vistas e acelera o ritmo de mudança. Como reagir? Perceber o que os dados nos dizem.

É o princípio que norteia o "Global Risk Management Survey 2017" da AON, que a seguradora apresentou hoje um pouco por todo o mundo com o "Empower Results Day" para promover a discussão sobre as suas conclusões em torno de quatro tópicos principais. Em Portugal - com o patrocínio do Expresso - o evento dividiu-se por Porto e Lisboa com cada cidade a receber dois painéis para dois temas.

O hotel Pestana Palace foi o palco onde o diretor adjunto do Expresso, Nicolau Santos, recebeu na capital os intervenientes. Na luta pela cibersegurança, a diretora geral da Cisco em Portugal, Sofia Tenreiro, defende que "há cada vez mais ataques aos sítios que interessam" na nova economia, pelo que todo o cuidado é pouco. Gonçalo Costa Santos, diretor de cloud da IBM Portugal, pede às empresas que "coloquem as suas tecnologias ao serviço desta defesa" ao passo que o coordenador do Centro Nacional Cibersegurança, Pedro Veiga, diz existe uma "obrigação de investir em meios materiais e tecnológicos" para estancar este risco.

"É importante trabalhar a proposta de valor" garantiu a diretora de Recursos Humanos da REN, Elsa Carvalho na discussão dedicada à atração e retenção de talento, enquanto a diretora e coordenadora de Capital Humano do Novo Banco, Paula Ferreira Borges, realça que "o conceito de talento não é universal, varia de empresa para empresa." O Dream Chief Officer da Might, Tiago Forjaz, trouxe à baila o papel que a tecnologia pode desempenhar na seleção mas destaca que os algoritmos "não avaliam ninguém, só sustentam decisões de outras pessoas."

Tiago Forjaz, Paula Ferreira Borges, Elsa Carvalho e Nicolau Santos num dos painéis no Pestana Palace, em Lisboa

Tiago Forjaz, Paula Ferreira Borges, Elsa Carvalho e Nicolau Santos num dos painéis no Pestana Palace, em Lisboa

Nuno Botelho

De manhã, foi a Fundação Serralves a receber a primeira parte do evento. Com moderação do diretor geral de informação do grupo Impresa, Ricardo Costa, o primeiro painel focou-se nos Riscos Políticos que a situação global provoca. Para o eurodeputado Paulo Rangel, convulsões como a que vimos na Catalunha vão ser a nova normalidade e "decorrem da expansão do papel da União Europeia" que facilita a "deslocalização de poder." Já Jorge Coelho, gestor, realça a "gravidade" do que se vive no país vizinho ao passo que as derivas ditatoriais de países como a Hungria ou a Polónia são prova de que "o projeto europeu ainda está coxo." O CEO da AON em Portugal, Pedro Penalva, chamou a atenção para os processos de "isolacionismo e protecionismo" que vivemos.

A inovação de novas necessidades dos clientes esteve também em foco, com o presidente do InvestBraga, Carlos Oliveira, a reforçar como inovar é "fundamental para a competitividade na economia e para nos aproximar de outros países" enquanto o CEO da Bial, António Portela, acredita que a "inteligência artificial vai acelerar processos. Lembra o CEO do grupo dst, José Teixeira, que "as ligações com universidades são fundamentais."