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China Three Gorges reforça posição na EDP pela primeira vez

António Mexia, presidente da EDP, tem estado a desinvestir em Espanha, onde vendeu este ano o negócio de distribuição de gás natural

antónio pedro ferreira

Desde que a empresa estatal chinesa tinha entrado na EDP, comprando 21,35% em 2012, a CTG nunca tinha reforçado a sua participação. Fê-lo agora, adquirindo um bloco adicional de quase 2%

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A China Three Gorges (CTG), maior acionista da EDP, já começou a reforçar a sua participação na elétrica portuguesa. Esta terça-feira a EDP informou em comunicado que a CTG adquiriu um bloco de 1,9%, reforçando a sua participação no grupo português para quase 23,3%.

O movimento custou à companhia estatal chinesa quase 208 milhões de euros, dado que cada uma das 70,1 milhões de ações foi adquirida a 2,96 euros, segundo o comunicado da EDP à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Esta é a primeira vez que a CTG aumenta a sua participação na EDP desde que entrou no capital da elétrica presidida por António Mexia, ao adquirir em 2012 uma fatia de 21,35%, privatizada pelo Estado português pelo preço de 2,7 mil milhões de euros.

Uma outra companhia do Estado chinês já tinha, no entanto, adquirido um bloco de cerca de 3% da EDP depois de encerrado o período de bloqueio de quatro anos desde a privatização.

O reforço da CTG ocorre depois de em julho terem começado a circular notícias sobre um alegado interesse da espanhola Gas Natural Fenosa em avançar para uma fusão com a EDP, que as duas empresas nunca confirmaram.

O atual presidente executivo da EDP, António Mexia, termina o seu mandato no final deste ano e deverá permanecer em funções até à próxima assembleia geral da EDP, em abril de 2018, não sendo ainda certo que a CTG e restantes acionistas de referência da EDP o mantenham em funções.