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Hotéis dos Açores com a ocupação mais alta do país

Os Açores estão com um volume crescente de turismo desde que o espaço aéreo foi liberalizado

Foto António Pedro Ferreira

O turismo nos Açores continua em alta. Pela primeira vez, os hotéis da região bateram os 90% em taxas de ocupação dos quartos, a mais elevada de Portugal no mês de julho

Foi um salto de 5,3 pontos percentuais registado em julho nos hotéis nos Açores comparativamente ao mês homólogo do ano passado - é o resultado em destaque do último AHP Tourism Monitors, uma ferramenta estatística da Associação da Hotelaria de Portugal que assenta em dados exclusivos da operação dos hotéis nacionais por destinos e categorias.

Os hotéis dos Açores registaram em julho, e pela primeira vez, taxas de ocupação por quarto de 90%, com preços médios de 80 euros por quarto ocupado e de 72 euros por quarto disponível (cruzando a receita gerada pela capacidade total), numa subida de 9% e de 16% face a julho de 2016, respetivamente. Tratou-se da mais alta taxa de ocupação atingida no mês de julho pelos hotéis a nível nacional, só igualada pela Madeira, que no entanto teve aqui uma descida de 2,3 pontos percentuais face ao mês homólogo do ano passado, mas com subidas de 8% e de 6% no preço médio por quarto ocupado e por quarto disponível, que atingiram 76 euros e 68 euros, respetivamente.

Hotéis de quatro estrelas com a maior procura

Em Portugal como um todo, a taxa de ocupação dos hotéis subiu em julho 1,1 pontos percentuais, fixando-se numa média de 83% - e com destaque para os hotéis de quatro estrelas que atingiram ocupações mais elevadas, da ordem dos 86%.

A seguir aos Açores e à Madeira, os destinos a evidenciar maiores taxas de ocupação este mês foram o Algarve, com 89%, e Lisboa, com 87%.

No sétimo mês do ano, o preço médio por quarto vendido atingiu 106 euros, mais 11% que no período homólogo de 2016, e com os hotéis de cinco estrelas a registar aqui um crescimento de 14%. Os destinos turísticos a evidenciar maiores aumentos no preço médio por quarto ocupado foram Lisboa (17%), Beiras (14%) e Algarve (13%).

O Algarve foi dos destinos nacionais com maiores subidas nos preços dos quartos, da ordem dos 13%

O Algarve foi dos destinos nacionais com maiores subidas nos preços dos quartos, da ordem dos 13%

d.r.

O RevPAR (rendimento por quarto disponível) registou um crescimento de 13% face ao mês homólogo do ano passado, fixando-se nos 88 euros, destacando-se aqui o Algarve com 141 euros, o Estoril com 96 euros e Lisboa com 93 euros.

Segundo o AHP Tourism Monitors, “em julho de 2017, a receita média por turista no hotel manteve-se numa fase ascendente e com um aumento de 8% face a 2016, fixando-se nos 138 euros”. Na análise por destinos turísticos, “Lisboa foi o destino que mais cresceu, com mais 16% face a junho de 2016, no entanto, em termos absolutos, a Madeira volta a destacar-se com uma receita média de 304 euros, seguida do Algarve com 247 euros e dos Açores com 202 euros”.

Leiria/Fátima sobe 9,9 pontos percentuais, Coimbra atinge 69%

O crescimento dos hotéis em julho foi expressivo em todas as regiões. Em Coimbra a taxa de ocupação por quarto subiu 6,6 pontos percentuais para um total de 69%, no Minho aumentou 2,5 pontos percentuais para 70%, e em Leiria/Fátima cresceu 9,1 pontos percentuais para 63%.

Também no Alentejo os hotéis evidenciaram em julho subidas de 17% no preço médio por quarto disponível (Revpar), atingindo 55 euros, o que no grande Porto teve variações positivas de 11%, cifrando-se em 71 euros. Destaque ainda para Viseu, onde o preço médio por quarto ocupado aumentou 14% para 59 euros.

“Os Açores, destino turístico que se tem vindo a consolidar, são a grande surpresa deste mês de julho, ao atingir pela primeira vez os 90% em taxas de ocupação por quarto, a mais elevada do país a par da Madeira”, frisa Cristina Siza Vieira, presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), destacando ainda que este resultado combinados com “a subida expressiva do preço médio por quarto vendido permitiu aos Açores uma excelente performance no período, ultrapassando todos os destinos, à exceção de Lisboa, Estoril e Algarve.”