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Bolsas. Zona euro registou em setembro os ganhos mais elevados à escala mundial

Lucas Jackson

A valorização das bolsas mundiais avançou 1,8% em setembro. A “região” que mais subiu foi a zona euro, com um ganho mensal de 3,9%. O grupo dos mercados emergentes perdeu. PSI 20 avançou quase 5% no mês, depois de perdas em agosto. Euro caiu

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas mundiais ganharam 1,8% em setembro, depois de uma subida modesta, de 0,17%, em agosto, segundo o índice MSCI para o conjunto de todas as praças financeiras.

Apesar do risco geopolítico crescente e do choque da perda de 14 pontos percentuais na votação dos partidos da grande coligação incumbente na Alemanha, os mercados financeiros prosseguiram a trajetória ascendente.

Em Nova Iorque, os índices S&P 500 e Nasdaq fixaram novos máximos históricos, animados pela proposta de 'choque' fiscal da Administração Trump, que aponta para um recuo do IRC para as empresas e empresários na ordem de 2,6 biliões de dólares (cerca de €2,2 biliões) e para um aumento de 470 mil milhões de dólares (cerca de €400 mil milhões) no IRS na próxima década, segundo as contas feitas pelo Tax Policy Center.. O efeito negativo no orçamento federal nos próximos 20 anos soma 5,6 biliões de dólares (€4,7 biliões).

Zona euro lidera ganhos

A “região” que registou os ganhos mais elevados foi a zona euro, cujo índice MSCI avançou, em setembro, cerca de 3,9%, depois de um ganho muito modesto, de 0,12%, no mês anterior.

O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, entrou no ‘clube’ das 10 maiores subidas em setembro, depois de ter recuado 1,5% em agosto. Registou ganhos de 4,9%. À frente, na Europa, ficaram Oslo, Frankfurt e Estocolmo, com subidas acima de 5%.

O índice para as 15 principais praças europeias (de países membros ou não da União Europeia) avançou 3,23%, mas Londres registou uma queda de 0,78% no índice FTSE 100.

Emergentes perdem

O grupo dos mercados emergentes destacou-se pela negativa em setembro. O índice MSCI respetivo caiu 0,55%, depois de ter subido 2% no mês anterior. Nas praças emergentes, Atenas caiu mais de 14% (índice MSCI), Istambul recuou quase 6,5% (índice BIST 100), Varsóvia perdeu 2,5% (índice WIG 20) e Budapeste desceu 2,1%.

O euro perdeu em setembro 0,1% face ao cabaz de divisas dos seus principais parceiros comerciais e caiu 0,8% face ao dólar. Os dois principais metais preciosos viram os preços recuar em 4,5% para a prata e 3% para o ouro em setembro. O preço do barril de petróleo de Brent, a variedade europeia de referência, subiu 8,3% durante o mês.

A principal praça do mundo, Nova Iorque, registou um ganho de 1,9%, segundo o índice MSCI para os Estados Unidos, depois de ter ficado ligeiramente acima da linha de água no mês anterior.

América Latina e Ásia perdem gás

A América Latina e a Ásia Pacífico perderam gás em setembro, segundo os índices MSCI respetivos.

Os ganhos do índice asiático reduziram-se de 0,35% em agosto para 0,16% em setembro. No caso dos latino-americanos, os avanços do índice desceram de 4,4% para 1,52% no mesmo período.

Apesar dessa desaceleração nos ganhos naquelas duas "regiões", as bolsas de Ulan Bator (Mongólia) e de Buenos Aires (Argentina) foram as que registaram as maiores valorizações do mês, na ordem de dois dígitos. A Mongólia está a ganhar como fornecedor crucial da Coreia do Norte face às sanções que a China tem aplicado em relação ao regime de Pyongyang.