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Portugal (ainda) pode chegar à dianteira da transformação digital

Martim Silva (moderador), Jorge Sá Couto, Carlos Clerencia, Hélder Bastos, Maria de Lurdes Carvalho, Pedro Miguel Fernandes, Paula Panarra e Rui Silva no debate que encerrou a jp.di Summit 2017

Rui Duarte Silva

A velocidade da transição tecnológica nas diferentes vertentes da sociedade foi o grande tema da jp.di Summit 2017, a que o Expresso se associou

Parece quase o caso da velocidade da transição ser superior à da velocidade de pensamento dos decisores. Não é bem assim, mas é tão rápido que pode dar essa sensação. O segredo está no planeamento e na adaptação para tirar o melhor proveito das oportunidades. Foi uma das grandes conclusões que transpareceram da jp.di Summit 2017.

A Casa Cultura de Ílhavo foi o palco da conferência (a que o Expresso se associou) que teve a transformação digital e a tecnologia no centro das atenções, bem como o papel que estes processos desempenham no futuro de Portugal. E ao mesmo tempo como estamos a posicionar-nos para chegarmos à pole position da transição. Não se preocupe, há boas notícias.

"Nós temos tudo para ser bem-sucedidos nesta transição", segundo o country manager da Asus Portugal, Hélder Bastos. Garantia dada no debate que foi ponto alto do certame. Com moderação de Martim Silva, diretor executivo do Expresso, juntou figuras de grandes empresas nacionais e internacionais para debater as questões que foram expostas ao longo do dia, com particular relevância para o impacto destas alterações na sociedade.

Para o country manager da Intel, Carlos Clerencia, vivemos uma "transformação real e muito rápida, mais do que em qualquer outra fase da humanidade" enquanto Maria de Lurdes Carvalho, vice presidente da Schneider Electric, acha que temos que ser "mais pro-ativos a colocar Portugal no radar." Um processo que, apesar dos sinais positivos, pode demorar se não se demoverem "algumas barreiras legais", na opinião de Pedro Miguel Fernandes, responsável pelo departamento de IT & Mobile da Samsung Portugal.

A diretora geral da Microsoft Portugal, Paula Panarra, acredita que "temos empresas globais, valências e capacidade para singrarmos" como país ao passo que Rui Silva, da Huawei, sustenta que as "gerações que vêm atrás é que vão concretizar esta transformação." Como afirmou o anfitrião da jp.di Summit 2017, Jorge Sá Couto, chairman do jp.group, "é importante que as empresas percebam o que já se passou." E adaptarem-se.