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Novo Banco. Recompra de dívida já atingiu 73,4% do objetivo

José Carlos Carvalho

A operação assegurou até à data o reembolso antecipado de 4.604 milhões de euros, refere o Novo Banco em comunicado enviado à CMVM

A operação de recompra de dívida do Novo Banco, em curso até 2 de outubro, já assegurou o reembolso antecipado de 4.604 milhões de euros, 73,4% do objetivo definido para o seu sucesso, segundo a entidade.

Isto, na sequência das assembleias-gerais das 12 séries de obrigações que se realizaram esta sexta-feira, em Londres, depois de não terem tido obtido suficiente quórum constitutivo na primeira convocatória realizada em 8 de setembro.

Em sete das 12 assembleias-gerais que ocorreram esta sexta-feira os obrigacionistas aprovaram a proposta por uma maioria mínima de 75%. Ou seja, os detentores de dívida são obrigados a vender. Nas restantes cinco reuniões de obrigacionistas não se obtive quórum suficiente para vincular os investidores à venda dos títulos ao Novo Banco.

Das 36 séries de obrigações, 20 não obtiveram quórum ou votaram contra, pelo que os detentores de dívida podem dar ordem de venda até dia 2 de outubro.

“As Ofertas terminarão às 18 horas (hora de Lisboa /Londres) do dia 2 de outubro de 2017 (a “Data de Encerramento da Oferta”). Os detentores de Valores Mobiliários poderão continuar a submeter Declarações de Aceitação até à Data de Encerramento da Oferta relativamente a todas as Séries de Valores Mobiliários”, refere um comunicado do Novo Banco enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A liquidação da oferta acontece a 4 de outubro.

A 8 de setembro tinha sido aprovada a recompra de dívida subordinada do Novo Banco por nove assembeias-gerais. Das 16 assembleias-gerais que aprovaram com maioria de 75% a venda destas obrigações ao ex-BES o montante conseguido pelo Novo Banco ascende a 4,6 mil milhões de euros.

As assembleias-gerais desta sexta-feira reuniram com um quórum mínimo de um terço das obrigações existentes para votar o reembolso antecipado nos termos propostos pelo Novo Banco, informou em comunicado a instituição liderada por António Ramalho.

Esta operação é essencial para que a venda ao fundo norte-americano Lone Star seja concretizada e tem como objectivo conseguir uma poupança em juros e capital que permitam reforçar os capitais próprios do ex-BES em, pelo menos 500 milhões de euros.