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Conselho de Finanças Públicas prevê crescimento de 2,7% da economia portuguesa

Conselho das Finanças Públicas, liderado por Teodora Cardoso, tem feito críticas recorrentes aos Programas de Estabilidade apresentados pelos governos de António Costa e Pedro Passos Coelho

tiago miranda

Mais otimista, a entidade liderada por Teodora Cardoso não só revê em alta o crescimento para este ano, como ainda melhora a projeção para o défice orçamental, que deverá ficar em 1,4% do PIB

O Conselho de Finanças Públicas (CFP) está mais otimista e projeta agora que a economia cresça 2,7% este ano e que o défice orçamental fique nos 1,4% do PIB este ano, ligeiramente abaixo da meta do Governo.

Na atualização do relatório 'Finanças Públicas: Situação e Condicionantes 2017-2021', apresentada hoje, o CFP revê em alta a projeção do crescimento económico para este ano, dos 1,7% previstos em março para 2,7%.

A entidade liderada por Teodora Cardoso melhorou também a projeção para o défice orçamental deste ano, estimando agora que, no final de 2017, represente 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB), quando em março estimava que totalizasse 1,7% do PIB.

Este valor inclui a recuperação das garantias prestadas pelo Estado ao Banco Privado Português (BPP), que o CFP contabiliza em cerca de 0,2% do PIB. Recorde-se que o Governo previa, no Orçamento do Estado para 2017 (OE2017), recuperar 450 milhões de euros. Sem esta medida, afirma o CFP, o défice de 2017 seria de 1,6% do PIB.

As projeções do CFP mais otimistas do que as do Governo, que, no Programa de Estabilidade 2017-2021, estimava que a economia crescesse 1,8% este ano (embora, no verão, o ministro das Finanças, Mário Centeno, tenha admitido que o PIB avançasse 2% em 2017) e que o défice orçamental fosse de 1,5% do PIB.