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Procura de escritórios na periferia de Lisboa em máximos de nove anos

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Desde 2008 que o eixo que liga Lisboa a Cascais não tinha tanta atividade na absorção de espaços de escritórios. Nos primeiros oito meses deste ano a procura duplicou face ao ano passado.

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A procura de espaço de escritórios no Corredor Oeste, o eixo que liga Lisboa a Cascais, duplicou nos primeiros oito meses deste ano, por comparação com igual período do ano passado, atingindo os 23 mil metros quadrados, segundo a consultora imobiliária Cushman & Wakefield.

Este é o valor mais alto de transações de espaço de escritórios desde 2008, quando aquele eixo na periferia de Lisboa teve mais de 30 mil metros quadrados de escritórios contratados para igual período (janeiro a agosto).

De acordo com a Cushman & Wakefield, a escassez de espaços no centro de Lisboa e no Parque das Nações (área da capital que nos últimos anos teve um especial dinamismo na atração de empresas) é a principal explicação para o crescimento dos negócios no Corredor Oeste.

Os vários parques empresariais junto à autoestrada A5 e a zona de Miraflores são as áreas da periferia de Lisboa com maior procura este ano. No ano passado tinha sido Alfragide a liderar a procura até agosto.

Segundo a mesma fonte, a procura de escritórios total na região de Lisboa de janeiro a agosto ascendeu a 91 mil metros quadrados, em linha com as transações realizadas no ano passado, no mesmo período.