Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Crescimento do PIB revisto em alta para 3%

Produto Interno Bruto aumentou em 1.978,3 milhões entre segundo trimestre de 2016 e 2017, revelam dados do Instituto Nacional de Estatística

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi revisto em alta para 3% entre abril e junho deste ano (alcançando os 47.951 milhões de euros), em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, altura em que se situava nos 45.972 milhões de euros. No primeiro trimestre de 2016 o crescimento do PIB situava-se em 1%.

Os dados foram atualizados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e revelam um aumento de 1.978,3 milhões em termos homólogos.

O INE reviu assim em alta, pela segunda vez, o crescimento do PIB no segundo trimestre, que tinha passado de 2,8% para 2,9% em termos homólogos, nas contas nacionais trimestrais divulgadas em agosto.

Um dos responsáveis por aquela evolução do PIB foi “a procura externa líquida” e a “desaceleração em volume das exportações de bens e serviços de magnitude idêntica à observada nas importações de bens e serviços”, explicava então o INE, tal como o Expresso noticiou em agosto. Mas o maior contributo foi dado pela procura interna, resultado “da aceleração do investimento”.

Agora, nesta nova atualização, foram registados “aumentos muito aproximados das exportações e importações de bens e serviços em 2,8% e 2,9%, respetivamente”, explica o INE. Consequentemente, o saldo externo manteve-se em 0,8% do PIB.

Capacidade de financiamento da economia mantém-se em 1% do PIB

No segundo trimestre de 2017, a capacidade de financiamento da economia estabilizou em 1% do PIB, tal como tinha sido registado no 1º trimestre, mostram os dados do INE relativos às contas nacionais trimestrais por setor industrial.

O setor das administrações públicas registou melhorias, com uma necessidade de financiamento de 1,4% do PIB (no ano anterior era de 1,6%).

A capacidade de financiamento das famílias manteve-se em 1,4% do PIB, na qual teve impacto a estabilização da poupança corrente. Segundo esclarece o INE em comunicado, esta evolução “reflete sobretudo a semelhança entre o aumento da despesa de consumo final e o aumento do rendimento disponível”. A taxa de poupança das famílias manteve-se em 5,2% do rendimento disponível, tal como no trimestre anterior.