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Plano Juncker 2.0 quer mobilizar 500 mil milhões para investimento até 2020

reuters

Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos 2.0 é alargado a novos sectores, como a agricultura, floresta, aquacultura, pesca e área social

Após sete rondas de negociações, as instituições europeias chegaram esta quinta-feira a acordo para Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos (FEIE) 2.0, também conhecido como Plano Juncker 2.0. O objetivo é mobilizar 500 mil milhões de euros para investimento até 2020 para reforçar a competitividade, o crescimento e o emprego na União Europeia (UE).

O Plano Juncker 2.0 vai passar também a incluir novos sectores, como o agrícola, florestal, da aquacultura, pesca e área social.

Desde que foi criado, em 2015, o FEIE já mobilizou mais de 225 mil milhões de euros em investimentos, beneficiou 425 mil pequenas e médias empresas (PME) e criou 300 mil novos empregos na UE. O objetivo é, agora, reforçar este instrumentos para “permitir continuar o crescimento e aumentar o emprego”, declarou, em comunicado, José Manuel Fernandes, relator do FEIE.

O eurodeputado mostrou-se satisfeito por ver incorporadas as suas propostas “para que os países da política de coesão, como Portugal, as regiões menos desenvolvidas e os pequenos projetos” tivessem um acesso “mais facilitado” ao novo fundo. Também a plataforma europeia de aconselhamento ao investimento (Advisory Hub) será reforçada e os custos de financiamento para regiões onde há graves falhas de mercado reduzidos.

Mas deixa um alerta a Portugal. “O Governo português não pode desperdiçar esta oportunidade. É necessário que os objetivos da Instituição Financeira de Desenvolvimento, conhecida por banco de fomento, não sejam desvirtuados”, sublinha, acrescentando que esta tem a obrigação de avançar com plataformas de investimento para a regeneração urbana, turismo, floresta, área social e ambiente, entre outras.

O aviso é lançado numa altura em que se noticiou que o banco de fomento vai ser uma das fontes de financiamento da solução para o crédito malparado na banca portuguesa.