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Comércio externo. Exportações perdem gás, importações em alta

Tiago Miranda

Em julho, as importações voltaram a registar uma subida mais acentuada do que as exportações. O crescimento das importações triplica o das exportações. A tendência do primeiro semestre manteve-se e o défice da balança comercial agrava-se

Em julho, as importações voltaram a registar uma subida mais acentuada do que as exportações. A tendência do primeiro semestre manteve-se e o défice da balança comercial agrava-se.

Segundo revelou esta sexta-feira o INE, as exportações de bens registaram um crescimento homólogo de 4,6%, longe da subida das importações (12,8%). O desempenho traduz uma desaceleração nas exportações (subida de 6,7% em junho) e um novo impulso das importações (6,6% em junho).

Excluindo a rubrica dos Combustíveis, as exportações aumentaram 5,1% e as importações cresceram 9,4%.

Défice comercial agrava-se

No primeiro semestre a evolução das importações de bens (14,5%) batera o das exportações (12,1%). Feitas as contas o défice da balança comercial no semestre ultrapassara os 6,3 mil milhões de euros. No fim de julho, o saldo negativo agravou-se e ficou nos 1,057 mil milhões. Comparado com o mesmo mês de 2016 representa um agravamento de 446 milhões de euros. Sem os combustíveis, o saldo negativo da balança comercial é 625 milhões de euros.

No trimestre terminado em julho, o crescimento das importações (13,4%) supera o das exportações (9%), nota o INE. Comparando com o mês anterior, em julho as exportações reduziram 1,9% e as
importações decresceram 0,8%. Este desempenho é explicado pelo comércio com os países da União Europeia.

Angola recupera

Na análise por mercados, o INE regista que as exportações para Angola e França registam as variações homólogas mais elevadas - 55,3% e 7,1%, respetivamente. Espanha e Reino Unido registaram as maiores quedas face a 2016. Já nas importações, só o Reino Unido reduziu o seu contributo: Espanha (7%) e Alemanha (14%) foram os países que mais reforçaram os fornecimentos.

Espanha continua a ser o maior parceiro económico de Portugal, com o país a ser o destino de mais de um quarto das exportações do nosso país, e a ser o fornecedor de mais de 30% das compras que fazemos no exterior.

No fim do primeiro semestre, Portugal registou o quarto maior défice comercial da zona Euro, só superado pela França, Espanha e Grécia.

Em 2016, as exportações portuguesas de bens somaram 49,5 mil milhões, mas com a contribuição dos serviços (26,3 mil milhões) o prato exportador da balança comercial ficou nos 71,7 mil milhões. Um saldo positivo de 4 mil milhões de euros.