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China. Exportações em agosto dececionam, importações superam previsões

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Na China, a procura interna disparou em agosto. As exportações cresceram abaixo das previsões

Sinais contraditórios na segunda economia mundial. As exportações da China abrandaram em agosto, dececionando os analistas, enquanto as importações registaram um inesperado aumento, revelando um forte impulso da procura interna.

As exportações chinesas registaram uma subida homóloga de 5,5% para 165,2 mil milhões de euros, um ritmo menor do que o registado em julho, de 7,2%. As importações aumentaram 13,3%, para 130,3 mil milhões de euros, um ritmo de crescimento superior à média registada nos onze meses anteriores (11%).

Os analistas admitiam um abrandamento no ritmo de crescimento da economia chinesa que se refletaria na a procura por produtos estrangeiros, agravada por maiores restrições ao crédito impostas pelo Governo de Pequim.

"A força das importações sugere que a procura interna é mais resilente do que o esperado", afirmou Louis Kuijs, num relatório sobre a Ásia da unidade de investigação Oxford Economics.

Os analistas consultados pela Reuters esperavam um aumento homólogo de 6% nas exportações e 10% nas importações.

Excedente comercial

O excedente comercial da China continua em alta: mais 19% face a agosto de 2016. A cifra impressiona: 34, 8 mil milhões de euros. O excedente da China com a União Europeia, o principal parceiro comercial do país, aumentou 14%, 9,7 mil milhões de euros.

O mercado chinês é essencial para países emergentes como o Brasil ou Angola. Nos primeiros seis meses, a China comprou 25% do conjunto das exportações brasileiras. O país é também o principal cliente do petróleo angolano.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) conta que a economia chinesa cresça 6,6%, este ano, menos uma décima do que o registado em 2016.