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INE revê em alta crescimento do PIB para 2,9% no 2.º trimestre

A primeira estimativa do Instituto Nacional de Estatística apontava para uma expansão do PIB de 2,8%, igual à registada nos primeiros três meses. Mas o INE reviu o valor em alta nas Contas Nacionais Trimestrais divulgadas esta manhã. Para encontrar um número mais elevado é preciso recuar ao ano 2000

O Produto Interno Bruto cresceu 2,9% no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2016, segundo as Contas Nacionais Trimestrais divulgadas hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Este valor traduz uma revisão em alta de 0,1 pontos percentuais em relação aos 2,8% avançado pelo INE na estimativa rápida, divulgada há cerca de duas semanas.

Desta forma, a economia portuguesa acelerou, ainda que apenas ligeiramente, em relação aos primeiros três meses do ano, quando o crescimento do PIB atingiu 2,8% em termos homólogos. Mais ainda, para encontrar um crescimento do PIB mais expressivo é preciso recuar ao quarto trimestre do ano 2000, quando a economia se expandiu 3,8%.

Para esta evolução do PIB no segundo trimestre (em termos homólogos), "a procura externa líquida manteve um ligeiro contributo positivo", aponta o INE, explicando que se verificou "uma desaceleração em volume das exportações de bens e serviços de magnitude idêntica à observada nas importações de bens e serviços".

As exportações cresceram 8,2% (9,5% no primeiro trimestre) e as importações subiram 7,5% (8,8% no primeiro trimestre).

Investimento acelera

Já a procura interna "manteve um contributo positivo elevado, superior ao do trimestre precedente, em resultado da aceleração do Investimento", salienta o INE.

A procura interna cresceu 2,7% em termos homólogos (2,6% no primeiro trimestre), impulsionada por uma expansão de 9,3% no investimento (7,7% no primeiro trimestre) e de 2,1% no consumo privado.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) - a componente-chave do investimento - acelerou de 9,6% no primeiro trimestre, para 10,3% no segundo.

"A FBCF em equipamento de transporte foi a componente que mais contribuiu para a aceleração da FBCF no segundo trimestre, registando um aumento homólogo de 33,1% em termos reais (10,6% no trimestre anterior), influenciada em particular pelo comportamento da componente automóvel", salienta o INE.

O INE destaca ainda "o crescimento mais intenso da FBCF em construção, passando de um crescimento homólogo de 8,6% no primeiro trimestre, para 9,5%" no segundo.

Compra de carros pelas famílias abranda e consumo privado também

O incremento de 2,1% registado no consumo privado traduz um abrandamento em relação aos primeiros três meses do ano, quando o aumento tinha chegado aos 2,3%. O INE aponta que "as despesas em consumo final de bens duradouros das famílias residentes registaram um crescimento homólogo menos intenso, de 3,4% (5,9% no primeiro trimestre), devido à desaceleração da aquisição de automóveis".

Quanto ao consumo público, acentuou a queda, com a taxa de variação homóloga a passar de -0,4% no primeiro trimestre, para -0,9% no segundo.

Crescimento em cadeia também foi revisto em alta

O crescimento do PIB no segundo trimestre em relação aos primeiros três meses do ano (crescimento em cadeia) também foi revisto em alta pelo INE, de 0,2% (estimativa rápida), para 0,3% (Contas nacionais Trimestrais).

Para esta evolução em cadeia, "o contributo da procura externa líquida foi negativo, verificando-se uma ligeira redução das exportações de bens e serviços". Já "o contributo positivo da procura interna aumentou devido ao comportamento do investimento", revela o INE.