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Bolsas. Ásia aprofunda quedas. Europa abre no vermelho

Bolsas de Hong Kong, Seul, Xangai e Shenzhen fecharam esta sexta-feira com perdas acima de 1,5%. Europa prossegue trajetória de queda pela quarta sessão consecutiva. Lisboa segue tendência europeia

Jorge Nascimento Rodrigues

Os mercados financeiros continuam esta sexta-feira a sofrer o 'choque' provocado pela escalada da retórica de guerra no Pacífico entre Washington e Pyongyang.

A sessão na Ásia Pacífico terminou no vermelho, com quedas superiores às do dia anterior. O índice Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 2%, o índice KOSPI de Seul recuou 1,7% e os índices das duas bolsas chinesas, de Xangai e de Shenzhen, desceram 1,6%. O feriado no Japão manteve a bolsa de Tóquio encerrada.

A Europa abriu esta sexta-feira em terreno negativo, depois de ter perdido perto de 1% no dia anterior. A liderarem as quedas, na abertura da sessão europeia, os índices ATX de Viena, a cair mais de 1%, e FTSE 100 de Londres, a perder perto de 1%. O índice de pânico financeiro, associado ao índice Eurostoxx 50, continua a subir. Ontem subiu 26% fechando em 18,91. Na abertura de hoje já está acima de 20.

Em Lisboa, o PSI 20 segue a tendência negativa europeia, registando uma queda de 0,7%.

A China tomou ontem uma posição oficiosa através de um editorial do jornal 'Global Times', que pertence ao grupo de media do 'Diário do Povo', o órgão do Partido Comunista da China. Em caso de ataque da Coreia do Norte a território norte-americano, e de resposta dos Estados Unidos, Pequim mantém-se neutral. No caso de um ataque preventivo dos EUA e da Coreia do Sul a Pyongyang, a China impedirá os objetivos de Washington e Seul no sentido de alterarem o status quo na Península coreana.

O editorial alertou as duas partes para o risco de "erros de cálculo" nestes ambientes de escalada da retórica de guerra entre uma superpotência e um país desafiador com um programa nuclear em curso.

  • Bolsas mundiais perderam 1,1% na quinta-feira. Nova Iorque registou a segunda maior queda do ano. Grupo dos emergentes e América Latina sofreram perdas acima de 1%. Lisboa escapou à maré vermelha por um triz. Nova escalada da retórica de guerra no Pacífico. China tomou posição oficiosamente