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Taxa de desemprego desce para 8,8% no segundo trimestre

Estimativa do Instituto Nacional de Estatística foi divulgada esta manhã. No primeiro trimestre do ano, a taxa de desemprego estava em 10,1% e no segundo trimestre de 2016 estava nos 10,8%

A taxa de desemprego em Portugal desceu para 8,8% no segundo trimestre deste ano, segundo a estimativa do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgada esta manhã. Este valor representa uma descida de 1,3 pontos percentuais em relação aos 10,1% registados nos primeiros três meses do ano e uma queda de 2 pontos percentuais no espaço de um ano, ou seja, em relação ao segundo trimestre de 2016.

Este é o valor mais baixo da atual série do INE sobre a taxa de desemprego trimestral em Portugal, que começa em 2011.

Os números trimestrais sobre o mercado de trabalho divulgados pelo INE (que não são ajustados de sazonalidade, ao contrário das estimativas mensais sobre emprego e desemprego) mostram uma descida da população desempregada para 461,4 mil pessoas entre março e junho.

Este número significa uma diminuição trimestral de 11,9% (menos 62,5 mil pessoas), "prosseguindo as diminuições trimestrais observadas desde o segundo trimestre de 2016", aponta o INE.

Em relação ao segundo trimestre de 2016 verificou-se uma diminuição de 17,5%, ou seja, a população desempregada diminuiu em 97,9 mil pessoas no espaço de um ano.

Já a população empregada, foi estimada pelo INE em 4 760,4 mil pessoas no segundo trimestre, o que traduz um aumento de 2,2% (mais 102,3 mil pessoas) em relação aos primeiros três meses do ano. Em relação ao segundo trimestre de 2016, o incremento foi de 3,4% (mais 157,9 mil pessoas).

Estes números significam que o crescimento do emprego líquido ultrapassou a redução do desemprego, indicando que se está a ir buscar pessoas à emigração (regresso de emigrantes portugueses ao país) ou à inatividade.

Ohando para a taxa de desemprego dos jovens (dos 15 anos aos 24 anos), situou-se em 22,7% no segundo trimestre, diminuindo 2,4 pontos percentuais em relação aos primeiros três meses do ano e 4,2 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre de 2016.

Os números do INE mostram ainda o problema estrutural do deseprego de longa duração em Portugal. A proporção de desempregados à procura de emprego há pelo menos 12 meses (desempregados de longa duração) foi de 59,2% no segundo trimestre. No espaço de um ano esta taxa baixou 4,9 pontos percentuais. Mas, em relação aos primeiros três meses do ano, registou-se um aumento de 0,3 pontos percentuais.

Vários especialistas indicam que será difícil esta proporção baixar muito dos 60%, sinalizando a dificuldade estrutural de uma fatia muito grande dos desempregados - em regra, trabalhadores mais velhos e com baixas qualificações - em voltar a encontrar um posto de trabalho.