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Reunião de crise em Berlim para salvar o diesel

MARIJAN MURAT / AFP / Getty Images

Autoridades e fabricantes alemães tentam evitar a interdição de circulação de carros com motores a gasóleo nas grandes cidades do país

João Ramos

João Ramos

Jornalista

O escândalo do "dieselgate" criado pela fraude da Volkswagen ainda se faz sentir na industria automóvel alemã. Esta quarta feira vai decorrer em Berlim uma reunião crucial entre os fabricantes germânicos Daimler, BMW e Volkswagen (Audi, Skoda e, Porsche...) e ainda a Opel e a Ford e representantes do Governo federal, os Lander (regiões) e municípios. O objetivo é tomar medidas que permitam reduzir as emissões de óxido de azoto dos seus veículos diesel de forma a evitar a sua interdição nos centros urbanos do país.

A ameaça de banir a criculação dos carros a diesel partiu dos municípios de Estugarda e de Munique e está a alarmar os fabricantes alemães que vêm na imposibilidade dos cidadãos levarem os carros para o trabalho uma de perda de valor dos carros.

A questão é políticamante sensível a oito semanas das eleições legislativas o que levou os sociais democratas (SPD) e os verdes a criticarem a chanceler Angela Merkel, em férias nos Alpes, por não participar na reunião de crise.

A questão também é importante para economia do país, uma vez que a industria automóvel dá emprego a mais de 800 mil pessoas.

Segundo a publicação online "Handelsblatt", os construtores esperam satisfazer as autoridades propondo uma nova versão de software para os veículos diesel em circulação com a norma 5 (40% do total , que equivale a 6 milhões de veículos) e uma parte dos têm a norma 6. A operação permitiria reduzir em 25% das emissões de óxido de azoto. Segundo a Reutrs as autoridades alemãs começaram por exigir aos construtores ua intervenção nos software de 2 milhões de viaturas o que teria um custo total de 300 milhões de euros.

Para se ter uma ideia da importância do diesel para os fabricantes alemães, este tipo de motor térmico é usados em 41% dos carros vendidos pelo grupo Daimler (Mercedes), 35% para a BMW e 26% para o grupo Volkswagen.