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Hotel Turismo da Guarda começa hoje uma vida nova

Abriu hoje o concurso para a concessão do Hotel Turismo da Guarda e os interessados têm 45 dias para fazer propostas

Foi lançado o concurso público para o hotel encerrado há vários anos na Guarda, e os interessados têm 45 dias para avançar propostas. Este é o terceiro concurso no âmbito do programa REVIVE, lançado pelo Governo para concessões turísticas em património ao abandono

O antigo Hotel Turismo da Guarda, um dos mais emblemáticos edifícios da cidade e que está encerrado há vários anos, vai ser finalmente concessionado. Foi publicado hoje, 1 de agosto, em Diário da República o início do concurso público para a concessão do direito de exploração do Hotel Turismo da Guarda com vista à instalação de uma unidade hoteleira.

Os investidores interessados têm agora 45 dias para apresentar candidatura, O concurso para o Hotel Turismo da Guarda é o terceiro já lançado no âmbito do programa REVIVE, programa criado pelo Governo (numa iniciativa conjunta dos ministérios da Economia, Cultura e Finanças) com vista a abrir à concessão turística edifícios públicos com valor patrimonial que estão encerrados ou ao abandono.

O Hotel Turismo da Guarda é um dos 33 edifícios públicos identificados pelo programa REVIVE para futuras concessões turísticas, e o concurso agora lançado segue-se ao do Convento de São Paulo em Évora (ganho pelo grupo Vila Galé, que já iniciou as obras para instalar ali um hotel) e ao dos Pavilhões do Parque D. Carlos I nas Caldas da Rainha. Para mais detalhes sobre este concurso público deve-se consultar o anúncio do Diário da República (https://dre.pt/application/conteudo/107787673) e o site do programa REVIVE (http://revive.turismodeportugal.pt/).

Um hotel também ligado à formação no turismo

Projetado em 1936 pelo arquiteto Vasco Regaleira, o Hotel Turismo da Guarda já foi explorado por várias sociedades hoteleiras, acabando por ir parar às mãos da câmara municipal e tendo cessado atividade em 2010 por acumulação de prejuízos. O imóvel foi assumido pelo Turismo de Portugal em 2011, pelo valor de €3,5 milhões, sendo na altura a intenção de instalar ali uma escola de hotelaria e turismo, num investimento então avaliado em €12 milhões.

O projeto entretanto 'esbarrou' com processos eleitorais, e já foi alvo de dois procedimentos para a sua venda em 2015 que não acolheram interesse dos investidores. Uma hasta pública chegou a despertar o interesse da Visabeira, mas a empresa acabou por desistir.

Uma condição 'sine qua non' para uma nova hasta pública do edifício era fazer uma avaliação do edifício, que com anos de inatividade se foi degradando, e se ficou por €1,7 milhões (menos de metade dos €3,5 milhões por que foi adquirido pelo Turismo de Portugal em 2011).

O concurso que foi hoje lançado irá abrir uma página nova na vida do Hotel Turismo da Guarda. Segundo a Secretaria de Estado do Turismo, "o futuro hotel terá ainda uma forte componente de formação assegurada em articulação com instituições de ensino da região".

  • Conceição Antunes

    Licenciada em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa, é jornalista do Expresso desde 1993. Anteriormente foi redatora da revista Futuro, especializada em ciência e tecnologia, lecionou jornalismo em escolas secundárias e colaborou em publicações de informática. Escreve sobre temas económicos, sobretudo na área de turismo.