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Procura na emissão de novas OTRV supera as 1,26 vezes a oferta

A nova oferta pública de subscrição de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável no montante de 1.200 milhões de euros foi totalmente subscrita com a oferta a superar a oferta em 1,26 vezes

A nova emissão de Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV) a cinco anos, no montante de 1.200 milhões de euros, foi totalmente subscrita, tendo a oferta superado as 1,26 vezes a procura, anunciou a Euronext Lisbon.

Mais de 90% da oferta de obrigações estatais foi subscrita por investidores que deram ordens de subscrição entre 1000 e 20000 euros.

Cada investidor poderia subscrever no mínimo 1000 euros, correspondente a uma OTRV, e o máximo de um milhão de euros correspondentes a 1000 OTRV.

No total, a procura superou os 1508 milhões de euros.

A taxa de juro na oferta é variável e corresponde à Euribor a 6 meses acrescida de 1,6%, com a taxa de juro anual nominal bruta mínima a situar-se em 1,6%. Atualmente a Euribor a 6 meses está negativa. Na anterior emissão, a taxa era de 1,9% em termos brutos. Assim, a atual emissão OTRV Agosto 2022 rende 1,2% líquidos, após retirar o imposto de 28%.

A data de liquidação da emissão é 2 de agosto. Inicialmente a oferta era no montante de até 500 milhões de euros, tendo posteriormente o valor ter sido revisto em alta.

O período de subscrição da oferta decorreu entre 17 e 28 de julho.

Esta emissão vai começar a negociar no mercado secundário da Euronext Lisbon a partir de 2 de agosto.

No final de junho, a dívida direta do Estado totalizava os 244644 milhões de euros, dos quais 4450 milhões de euros correspondiam a OTVR. A maior parte da dívida directa do Estado estava representada em Obrigações do Tesouro (118250 milhões de euros). Na mesma data, encontravam-se em negociação na Euronext Lisbon 111095 milhões de euros em OT e OTRVs portuguesas.

Certificados dão mais

Já se esperava que esta emissão de OTRV fosse subscrita na totalidade, apesar de haver outros produtos de poupança com risco similar com maior retorno, como é o caso dos Certificados do Tesouro Poupança Mais (CTPM).

Ao contrário dos Certificados do Tesouro e de Aforro, que são comercializadas pelos CTT, as OTRV são vendidas pelos bancos pelo que envolvem o pagamento de custos e comissões diversos.

Segundo uma análise de DECO, só para montantes investidos acima de 5.000 euros o peso das comissões bancárias é menos prejudicial ao investimento.

Comparando com outro produto de poupança estatal, os CTPM, as OTRV são menos apelativas. Os CTPM têm uma taxa crescente nos cinco anos da aplicação entre 1,25 e 3,25% bruta, garantindo um mínimo de 1,6% líquidos ao ano, além de um bónus no quarto e quinto anos, dependendo da taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) português.

A DECO recomendou aos investdiores optassem pelos CTPM. Não só pelos 1,6% líquidos mas pelo facto de não terem custos e existir o prémio indexado ao PIB, o que pode elevar o rendimento até 2% líquidos ao ano, se o investidor ficar até ao final do prazo.