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Preço das casas subiu 6,2% em três meses

Lisboa e Cascais têm os maiores agravamentos

Além da procura de casas usadas, está também a aumentar a construção de casas novas, pois as que existem no mercado não chegam para as necessidades

Além da procura de casas usadas, está também a aumentar a construção de casas novas, pois as que existem no mercado não chegam para as necessidades

António Bernardo

Nos primeiros três meses do ano, o preço das casas em Portugal continental só não aumentou em 15 dos 278 concelhos (cerca de 5%) face ao primeiro trimestre de 2016, o que denota que “a valorização do mercado imobiliário residencial é atualmente uma realidade transversal à quase totalidade do território”, sublinham os analistas da base de dados da Confidencial Imobiliário (CI), numa análise publicada esta semana.

Os mesmos responsáveis, que analisam regularmente o comportamento do mercado imobiliário, concluem que a subida geral de preços foi de 6,2% no primeiro trimestre de 2017 face ao mesmo período do ano passado.

No mesmo documento, a CI recorda que no quarto trimestre de 2015 eram 236 os concelhos que apresentavam descidas de preços face ao mesmo período do ano anterior, ou seja, cerca de 85% dos 278 concelhos.

“Estes dados mostram que a genealização geográfica da tendência de subida de preços das casas, apesar de ser expectável, só recentemente se confirmou. Até agora, o mercado apresentava um comportamento assimétrico dos centros históricos de Lisboa e Porto e do Algarve, impulsionados pela procura internacional e o turismo, face às restantes localizações, dominadas pela procura residencial tradicional”, refere Ricardo Guimarães, diretor da CI.

Retoma no crédito hipotecário

O mesmo responsável acrescenta ainda que, durante todo o ano passado, aquele cenário começou a mudar, “sobretudo devido à retoma do crédito hipotecário, que só em março deste ano atingiu os €720 milhões de novos empréstimos concedidos, ou seja, cinco vezes mais do que em fevereiro de 2013”. O crescimento de construção nova também está, segundo o diretor da CI, “a impulsionar esta valorização mais generalizada”.

De acordo com a CI, entre os vários concelhos distinguem-se alguns da Grande Lisboa e do Algarve, onde o Índice de Preços Residenciais mostrou subidas homólogas dos preços superiores a 15% no primeiro trimestre de 2017.

Lisboa e Cascais destacam-se com valorizações de 24,3% e 18,3%, mas também Oeiras apresenta uma subida de 13,6% entre o primeiro trimestre de 2016 e o deste ano.

No caso do Algarve, foram os concelhos de Lagoa, Loulé e Faro os que mais se evidenciaram, com recuperações homólogas de entre 15,3% e 26,7% no primeiro trimestre de 2017.

Por oposição, no Grande Porto, apenas o concelho da Invicta registou um aumento dos preços, subindo 3,3% face ao período homólogo. Os restantes mercados da região exibiram perdas homólogas nesse período, que em Gaia e Matosinhos, dois dos principais mercados, atingiram os 3,9% e os 4,2%, respetivamente.