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Prejuízos da Caixa Geral de Depósitos encolhem para 50 milhões de euros

Luís Barra

O banco público registou resultados líquidos negativos de 50 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, o que compara com prejuízos de 205 milhões de euros no mesmo período de 2016

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) registou prejuízos de 50 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, avançou o banco público esta sexta-feira, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Desta forma, as contas mantiveram-se no vermelho, mas num tom menos carregado face aos resultados líquidos negativos de 2015 milhões de euros que marcaram o primeiro semestre do ano passado.

A margem financeira atingiu 656 milhões de euros, aumentando em 101 milhões de euros (mais 18%) em termos homólogos. Uma evolução que beneficiou da "forte redução sentida no custo de funding" (menos 212 milhões de euros, numa redução de 27%), destaca o comunicado.

Já o produto global da atividade subiu 57% em termos homólogos, (mais 419 milhões de euros), para os 1154 milhões de euros. Uma evolução que contou "com contributos positivos da margem financeira (mais 101 milhões de euros) e dos resultados de operações financeiras (mais 325 milhões de euros).

O cost-to-income - indicador que mede o nível de eficiência do banco - reduziu-se para 50% (80% no primeiro semestre de 2016), mas excluindo custos não recorrentes (nomeadamente custos referentes ao programa de pré-reformas e ao programa de revogação por mútuo acordo).

O banco liderado por Paulo Macedo salienta que "após a concretização no primeiro trimestre de 2017, das fases um e dois do Plano de Recapitalização acordado entre o Estado Português e a Comissão Europeia (DG Comp), que permitiu um reforço de capital de 4,4 mil milhões de euros, os rácios de capital da CGD (phased-in) atingiram em 30 de junho de 2017 12,7% (CET1) e 14,6% (rácio Total).

E destaca que "a CGD está agora totalmente concentrada na eficaz implementação do Plano Estratégico 2020, que permitirá a transformação estrutural dos seus níveis de eficiência e de rentabilidade".

Sobre os objetivos acordados com Bruxelas e inscritos no Plano Estratégico 2020, " evolução verificada no primeiro semestre, globalmente em linha com as projeções iniciais do Plano Estratégico, permite antever boas perspetivas de cumprimento dos objetivos fixados para o final de 2017", lê-se no comunicado.