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Manifesto contra “ilha ferroviária” em Portugal

FOTO ANTÓNIO PEDRO FERREIRA

Espanha está a transformar as suas linhas ferroviárias, passando da bitola ibérica para a europeia. Caso Portugal não aproveite os fundos europeus para seguir o mesmo caminho, ficará isolado, com perda de competitividade para as exportações portuguesas, defendem os signatários de um manifesto já entregue aos partidos e ao Presidente da República.

Um conjunto de 39 empresários, gestores e investigadores escreveram um documento que enviaram aos partidos com assento parlamentar e ao Presidente da República em que alertam para os riscos para a economia portuguesa caso o país não aproveite os fundos europeus para passar da bitola (distância entre carris) ibérica para a bitola europeia.

O “manifesto Portugal, uma ilha ferroviária na União Europeia?” é promovido pelo empresário Henrique Neto e pelo investigador Eugénio Sequeira e reflete sobre aquilo que consideram ser o “abandono a que foram votados os caminhos-de-ferro portugueses”. Chamam a atenção para o facto de Portugal poder ficar isolado muito em breve porque os seus comboios não poderão circular nas linhas de comboio espanholas, como acontece atualmente. O que obrigará a que as mercadorias que saem de Portugal tenham de ser descarregadas nas zonas de fronteira para os comboios espanhóis ou para transportes rodoviários, com custos logísticos que os espanhóis já não terão no transporte para França.

Em causa estão os investimentos recentes de Espanha na bitola europeia. Portugal decidiu apostar na ferrovia, mas na modernização da atual rede, o que os signatários do manifesto consideram um erro, já que vai isolar o país do resto da Europa.

LEIA AQUI O MANIFESTO.