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EDP Renováveis lucrou €134 milhões no primeiro semestre

A EDP Renováveis, presidida por João Manso Neto, poderá sair de bolsa ainda este ano

José Carlos Carvalho

A empresa que está a ser alvo de uma OPA da EDP teve um crescimento de 128% no seu resultado líquido de janeiro a junho

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O resultado líquido da EDP Renováveis no primeiro semestre ascendeu a 134 milhões de euros, mais 128% do que no período homólogo do ano passado, informou a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

De janeiro a junho as receitas da empresa cresceram 11%, para 988 milhões de euros, e o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) subiu igualmente 11%, para 719 milhões de euros.

Além da melhoria operacional, que tirou partido essencialmente do aumento da capacidade instalada (que induziu um aumento do volume produzido, num contexto de estabilização dos preços de venda da energia), a EDP Renováveis beneficiou de uma redução dos encargos com juros, permitindo melhorar o resultado financeiro.

Em junho a dívida líquida da EDP Renováveis era de 3130 milhões de euros, mais 14% do que no final do ano passado.

A EDP Renováveis é controlada a 77,5% pela EDP, que tem em curso uma oferta pública de aquisição (OPA) para adquirir os 22,5% que não controla desde que em 2008 dispersou em bolsa essa parcela da empresa. A EDP já admitiu ser sua intenção retirar a Renováveis de bolsa após a OPA.

A contrapartida oferecida pela EDP é de 6,75 euros por ação, valor que o principal acionista minoritário da EDP Renováveis, a norte-americana MFS (dona de 4%), já considerou demasiado baixo para aceitar vender.