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INE: “Marques Mendes antecipa resultado [do desemprego] já publicado”

Comunicado do Instituto Nacional de Estatística frisa que a revelação feita este domingo na SIC por Luís Marques Mendes para o valor da taxa de desemprego em maio (9,4%) já tinha sido divulgado pelo próprio organismo há quase um mês, de forma provisória. INE esclarece que o comentador não teve acesso antecipado à estimativa definitiva, que será divulgada na próxima sexta-feira, porque só hoje esse valor começa a ser apurado

Luís Marques Mendes anunciou este domingo no seu espaço de comentário na SIC que a taxa de desemprego em Portugal em maio ficou nos 9.4%. E o Institituto Nacional de Estatística (INE) não gostou.

Esta segunda-feira, o organismo enviou um comunicado aos jornalistas, com o sugestivo título: "L. Marques Mendes antecipa resultado já publicado".

Na nota, o instituto esclarece que "em 30 de junho de 2017, há quase um mês atrás, o INE publicou um “Destaque à Comunicação Social” com a estimativa definitiva para a taxa de desemprego de 9,5% para abril passado e com a estimativa provisória de 9,4% para maio" (sublinhado feito pelo INE).

E continua: "Em consequência, o Senhor Conselheiro de Estado e comentador da SIC, Luís Marques Mendes, não antecipou este resultado do INE. O resultado já tinha sido publicado!" (sublinhado feito pelo INE)

Para o INE "esta falsa antecipação é grave na medida em que se pode gerar na opinião pública a ideia que Luis Marques Mendes tenha qualquer privilégio de acesso antecipado às estatísticas oficiais do INE, o que não sucede".

O comunicado vai mais longe, esclarecendo que Marques Mendes não pode ter tido acesso ao número definitivo para a taxa de desemprego em maio, que será divulgado no final desta semana, porque "inicia-se hoje, conforme o calendário habitual, o trabalho de apuramento destas estatísticas". Portanto, é "materialmente impossível qualquer conhecimento prévio dos resultados".

O Institituto Nacional de Estatística considera que "estas afirmações podem afetar negativamente a confiança da opinião pública sobre a forma como exerce a sua missão de serviço público".

Ora, "a confiança é essencial para que o INE obtenha a colaboração de pessoas e empresas nos inquéritos que conduz, nomeadamente no Inquérito ao Emprego, do qual se obtêm as estimativas para a taxa de desemprego".